Gartner: agentes de IA reduzirão em 50% o tempo para explorar exposições até 2027

Agentes de IA irão explorar cada vez mais autenticações fracas, automatizando o roubo de credenciais e comprometendo os canais de comunicação de autenticação

Compartilhar:

De acordo com o Gartner, Inc., até 2027, os agentes de Inteligência Artificial (IA) reduzirão em 50% o tempo necessário para explorar as exposições de contas. Os agentes de IA irão viabilizar a automação de mais etapas na apropriação de contas, desde a engenharia social baseada em vozes falsas (deepfake) até a automação de ponta a ponta de abuso de credenciais de usuários.

 

O Vice-Presidente e Analista do Gartner, Jeremy D’Hoinne afirmou que o Account Takeover (ATO), que é a apropriação de contas ainda é um dos vetores de ataques recorrentes. Já que suas credenciais de autentificação não são fortes suficientes, ou seja, as senhas podem ser coletas de diversas maneiras como violação de dados, phishing e malware.

 

“Os invasores, então, utilizam bots para automatizar uma série de tentativas de login em diversos serviços, na esperança de que as credenciais tenham sido reutilizadas em várias plataformas”, concluiu D’Hoinne. Por isso, a previsão do especialista para o futuro da cibersegurança são os produtos web, aplicativos, APIs (Interface de Programação de Aplicativos) e canais de voz para detectar, monitorar e classificar interações envolvendo agentes de IA.  

 

Aumento dos ataques de engenharia social

Além da apropriação de contas, a engenharia social habilitada por tecnologia representará uma ameaça significativa à segurança cibernética corporativa. O Gartner prevê que, até 2028, 40% dos ataques de engenharia social terão como alvo tanto executivos, quanto a força de trabalho em geral. Os atacantes agora estão combinando táticas de engenharia social com técnicas de realidade falsa, como deepfake de áudio e vídeo, para enganar funcionários durante chamadas.

 

O analista sênior do Gartner, Manuel Acosta afirmou que as empresas precisarão adotar medidas  para acompanhar as mudanças no mercado, inclusive em relação aos cibercriminosos. Ele reforçou que os mesmos terão que adaptar procedimentos de trabalho para se tornarem mais resistentes aos ataques, principalmente os que criam uma realidade falsa. “Educar os funcionários sobre o cenário de ameaças em evolução, com treinamentos específicos para engenharia social com deepfakes, é uma etapa fundamental”, complementou Acosta. 

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Falha no ChatGPT permitia que atacantes acessassem dados corporativos no Gmail

Pesquisadores da Check Point Research descobrem canal oculto no ambiente da OpenAI que permitia extrair dados de serviços conectados como...
Security Report | Overview

Phantom Deal: golpe de M&A falso teve como alvo Avast e outras empresas da Fortune 500

Engenharia social sofisticada simulou aquisição confidencial de mais de 600 mil euros utilizando personificação de executivos e NDAs falsificados no...
Security Report | Overview

Estudo aponta setor de educação com a maior intensidade de ataques por dispositivo no mundo

Dados da SonicWall revelam 81,8 mil detecções de intrusão por terminal no primeiro semestre de 2026 e alerta para o...
Security Report | Overview

Ataques hacker exploram falhas críticas na Microsoft, VMware, Cisco e Citrix

Levantamento mensal da Redbelt Security mapeia a exploração ativa em consoles de administração corporativa, com ataques ocorrendo poucos dias após...