Estudo aponta SI e adequação à LGPD como prioridades para mais de 50% das empresas brasileiras

Lista ainda inclui soluções de Analytrics e Big Data, apontada por 37% dos entrevistados, e Migração de aplicações para a nuvem, destacada por 22% dos executivos

Compartilhar:

A Logicalis acaba de lançar a sétima edição do IT Snapshot, estudo anual que visa acompanhar as tendências e prioridades da área de Tecnologia da Informação (TI). Segundo o levantamento, a segurança da informação será o foco de investimento para 53% das organizações nos próximos 12 meses, seguida por adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais LGPD (51%), analytics e Big Data (37%) e migração de aplicação para a nuvem (22%).

 

O estudo revela que, apesar de 41% dos negócios terem o budget da área de TI afetado pela pandemia da Covid-19 no ano passado, as perspectivas para 2021 são positivas: 55% dos executivos esperam que o orçamento seja maior quando comparado ao planejado para 2020.

 

De acordo com a pesquisa, entre as tecnologias que permitem o trabalho remoto, as que mais cresceram em 2020 foram as soluções específicas de segurança relacionadas ao trabalho remoto, implementada emergencialmente por 25% dos entrevistados, plataformas de videoconferência, adotadas por 22% dos respondentes e de colaboração em nuvem, apontadas por 19% dos executivos ouvidos. A expectativa é que essas soluções continuem a apresentar crescimento, ainda que em ritmo mais lento, já que estão mais consolidadas.

 

“Temos observado que a tecnologia vem ganhando importância cada vez maior no cotidiano das empresas e dos profissionais. Por isso, neste relatório, tentamos abranger alguns temas recentes para os executivos brasileiros, como LGPD e ferramentas para minimizar os impactos da COVID-19, e, assim, mostrar uma fotografia ampla da adoção de tecnologia nas empresas do país”, comenta Yassuki Takano, diretor de Consulting Services da Logicalis.

 

Segurança como prioridade para os próximos meses

 

Com os vazamentos de dados que ocorreram nos últimos meses, a LGPD, que começou a vigorar em outubro de 2020, e a necessidade de encontrar uma forma de garantir a cibersegurança no modelo de trabalho remoto, o investimento em segurança da informação se tornou a prioridade das organizações. Para 71% dos entrevistados, as empresas devem ter a capacidade de garantir a total segurança e privacidade de seus dados, mesmo que isso venha de encontro com demandas por mais acessos a informações e agilidade nos processos de TI. Para se ter uma ideia, de como essa preocupação é crescente, em 2018 49% priorizavam o controle em detrimento da maior liberdade no acesso aos dados.

 

A questão da segurança e privacidade ganha ainda mais força com a LGPD e a corrida pela adequação deve se intensificar, uma vez que apenas 11% das empresas se disseram totalmente aderentes à nova lei, que prevê a aplicação de multas por descumprimento a partir deste mês. De acordo com o levantamento, 42% já contam com iniciativas concretas, plano desenhado e projetos dedicados à nova lei.

 

Sobre os principais desafios para a jornada de adequação à LGPD se destaca a adequação dos processos e sistemas para atender às novas regras, como maior dificuldade de execução (24%). Mapeamento de processo e dados (14%) e engajamento dos colaboradores (13%) aparecem na sequência. Para as ações específicas de tecnologia, a principal iniciativa de LGPD em curso é o mapeamento do ciclo de vida dos dados (59%), seguida pela redefinição dos processos de tratamento dos dados que circulam pela empresa (51%). Na terceira posição está a adequação dos websites e portais (47%).

 

Expectativas de investimentos até 2022

 

De 2018 para 2021, a utilização de data analytics cresceu 28%, passando de 15% para 43% o total de empresas que utilizam a solução. A perspectiva é que a adoção siga em trajetória de crescimento, já que 12% das organizações afirmaram estar em processo de implementação e 27% dos respondentes revelaram que devem adotar essa de tecnologia nos próximos meses.

 

Quando perguntados dos quais as áreas mais beneficiadas pelo uso de analytics e inteligência artificial, os respondentes indicaram em primeiro lugar as áreas relacionadas a desenvolvimento de negócios (comercial, vendas), com 57%, seguidas das áreas de operações, atendimento ao cliente e administrativo-financeiro, com 36%, 32% e 30%, respectivamente.

 

A cloud é outra tecnologia que vem ganhando espaço. Até fevereiro de 2021, 24% das empresas tinham realizado a migração da infraestrutura e aplicações para a nuvem, 28% estavam em estágio avançado e 25% apenas possuíam planos. Em relação às soluções mais adotadas pelas empresas na nuvem, é possível identificar diferentes níveis de migração: soluções de colaboração e de produtividade já foram migradas em um grande percentual (86% e 78%, respectivamente), infraestrutura e aplicações em SaaS têm, respectivamente, 50% e 47%, e outras aplicações e plataformas, como PaaS e serviços gerenciados, têm níveis de migração abaixo de 40%. Nos próximos meses, outros serviços devem se destacar, como Disaster Recovery (DR) na nuvem, citado por 31% dos entrevistados e aplicações em SaaS (ERP, CRM etc), destacado por 20% dos executivos consultados.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

22 segundos é a nova velocidade do ataque cibernético, segundo relatório

A Redbelt Security apresentou o dado na 5ª edição do EXPAND, que ainda ressaltou o vetor de entrada mais comum...
Security Report | Overview

Roubo de contas no Instagram expõe riscos de autonomia da IA?

Possível invasão de contas do Instagram por meio de chatbot de suporte com IA reforça riscos de delegação excessiva de...
Security Report | Overview

Técnica dos anos 60 é reutilizada para criar QR codes maliciosos, alerta pesquisa

Kaspersky identifica técnica que recria QR Codes usando apenas letras e símbolos de teclado, burlando proteções tradicionais que só buscam...
Security Report | Overview

Threat Intel detecta aumento de ataques direcionados à Copa do Mundo FIFA 2026

Setores financeiro, de transporte, hotelaria e apostas online estão entre os principais alvos dos cibercriminosos, aponta estudo da companhia