Estudo aponta que 91% das empresas temem ciberataques impulsionados por IA

Nova pesquisa global mostra que equipes internas não conseguem acompanhar o ritmo, impulsionando a demanda por serviços de segurança contínuos e orientados a resultados

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Uma nova pesquisa da WatchGuard Technologies revela que, embora a maioria das empresas acredite estar adequadamente munida em termos de equipe, a complexidade, velocidade e escala das ameaças modernas – especialmente aquelas impulsionadas por inteligência artificial – ultrapassaram o que as equipes internas conseguem gerenciar de forma realista. O resultado é uma mudança fundamental da Segurança gerenciada internamente para modelos de proteção contínua, entregues por parceiros externos e operando 24 horas por dia.

 

De acordo com o estudo realizado com quase 1.000 líderes de TI e Cibersegurança em 20 países, 91% das organizações estão preocupadas com ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial, enquanto 75% sofreram pelo menos um incidente cibernético no último ano. Ao mesmo tempo, 54% afirmam não ter capacidade para oferecer monitoramento e resposta contínuos, 24 horas por dia, sete dias por semana, e 67% precisam de suporte adicional para atender às crescentes exigências de conformidade.

 

Juntas, essas pressões estão forçando as organizações a repensarem como a Cibersegurança é entregue — e quem é responsável por ela.

 

IA transforma ameaças e comportamento de compra

A inteligência artificial está acelerando ambos os lados da equação da Cibersegurança, tornando os ataques mais sofisticados e, ao mesmo tempo, impulsionando a demanda por defesas mais inteligentes.

 

O relatório revela que 44% das organizações estão dispostas a pagar mais por soluções de detecção e resposta baseadas em inteligência artificial, destacando uma expectativa crescente de que os provedores de Segurança entreguem não apenas proteção, mas resultados mensuráveis. Ao mesmo tempo, as organizações estão mudando a forma como avaliam seus parceiros de cibersegurança. Métricas tradicionais, como disponibilidade de serviço e entrega operacional, estão dando lugar a expectativas baseadas em resultados, como:

 

– Detecção e resposta a incidentes mais rápidas;

– Prevenção proativa de ameaças;

– Redução da complexidade operacional;

– Maior resiliência geral.

 

Quase metade dos entrevistados agora vê seu provedor como um consultor estratégico ou parceiro proativo, reforçando a evolução do papel dos MSPs. Os mercados globais variam, mas a demanda está convergindo.

 

Os modelos de adoção de Cibersegurança diferem de acordo com a região, mas os desafios subjacentes estão se tornando cada vez mais universais. Mercados mais maduros, como Estados Unidos e França, apresentam maior dependência de serviços gerenciados, enquanto regiões como México ainda se apoiam em revendedores de valor agregado, e o Canadá demonstra maior adoção de abordagens lideradas por consultorias.

 

Apesar dessas diferenças, organizações de todas as regiões estão convergindo em torno de um conjunto compartilhado de prioridades: monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana, tempos de resposta mais rápidos, recursos baseados em inteligência artificial e suporte à conformidade regulatória.

 

De função interna para serviço externo

Apesar dos investimentos em equipes e ferramentas, os times internos de TI estão chegando ao limite. A pesquisa mostra que os desafios de Cibersegurança já não são mais motivados pela falta de conscientização, mas por uma carga operacional insustentável.

 

Quase metade (48%) das organizações já depende de provedores de serviços gerenciados (MSPs) para complementar suas equipes internas, sinalizando uma mudança mais ampla, na qual os MSPs passam a atuar como principais parceiros de cibersegurança, e não apenas como suporte secundário. “Isso não é uma lacuna de habilidades, mas sim de capacidade”, afirma Joe Smolarski, CEO da WatchGuard Technologies.

 

“As organizações entendem os riscos. O que falta é a capacidade de monitorar, detectar e responder na velocidade e na escala exigidas atualmente. A Cibersegurança está indo além do que as equipes internas conseguem lidar sozinhas, criando uma enorme oportunidade para que os MSPs assumam o papel de verdadeiros parceiros de segurança.”

 

Investimentos aceleram com missão crítica

Mesmo em meio à incerteza econômica, os investimentos em cibersegurança estão crescendo. Segundo o estudo, 75% das organizações esperam aumentar seus orçamentos de cibersegurança nos próximos dois anos, com os gastos direcionados a serviços que ofereçam proteção contínua e resultados claros e mensuráveis. Essa mudança reflete uma realidade mais ampla do mercado. A cibersegurança deixou de ser um investimento pontual e está se tornando uma necessidade operacional contínua.

 

Mudança decisiva

Os resultados apontam para uma transformação fundamental na forma como a cibersegurança é entregue. À medida que as ameaças se tornam mais complexas e contínuas, as organizações estão abandonando ferramentas fragmentadas e abordagens reativas para adotar serviços de segurança integrados e operando de forma contínua.

 

Para os MSPs, isso representa uma oportunidade significativa de evoluir de provedores de suporte de TI para parceiros completos de cibersegurança, oferecendo a velocidade, a inteligência e a escala operacional que as organizações modernas exigem. Para entender as tendências que estão transformando a cibersegurança e o papel crescente dos MSPs, leia o relatório completo.

 

Metodologia

Os resultados são baseados em uma pesquisa online independente realizada com 842 profissionais de TI e cibersegurança de organizações com 2 a 2.499 funcionários. O levantamento foi conduzido em abril de 2026 em 20 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, México, Alemanha, Reino Unido, França, Austrália, Colômbia e Argentina, com os resultados ponderados para refletir a distribuição econômica global.

 

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