“Estamos elevando o nível da Segurança”

Com apoio dos cincos principais bancos do País e tecnologia robusta, a fintech Quod chega ao mercado financeiro prometendo transparência com clientes e novas práticas de Segurança

Compartilhar:

Fintech criada pelo Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander, a Quod chega ao mercado com foco na gestão de dados para Cadastro Positivo. A proposta também envolve disponibilizar produtos e soluções de controle de risco, prevenção a fraudes e análise de grandes volumes de dados, tanto para instituições financeiras quanto para as demais organizações que demandem informações sobre risco de crédito. Para isso, a empresa contará com uma tecnologia robusta, além do uso de técnicas que combinarão big data, Inteligência Artificial e Machine Learning.

 

“Estamos elevando o nível da Segurança”, assegura Leonardo Carmona, CISO da Quod. O executivo, que tem vasta experiência no setor financeiro (BTG Pactual, Banco Votorantim e Safra), afirma que a fintech foi construída com o objetivo de ser transparente. “Queremos que nossos clientes saibam como seus dados serão usados”, afirma.

 

Carmona explica que a Quod já nasceu em um ambiente diferenciado, no momento em que a GDPR entrava em vigor e discussões em torno do tema privacidade e proteção de dados estão em evidência. É com esse pano de fundo que a empresa visa atuar. “Estamos trazendo práticas que normalmente não se veem no mercado”, reforça.

 

Segundo o especialista, já houve muito investimento em Segurança até o momento e a companhia aposta na robustez da infraestrutura da LexisNexis, utilizada pelos grandes bancos internacionais. “A fintech ainda tem a seu favor o fato de já nascer em um ambiente digital, tornando a arquitetura bastante homogênea. Não tem legado”, complementa.

 

Novas e funcionais

 

Inteligência Artificial, Machine Learning, Big Data, Behavior Analytics, entre outras, são algumas tecnologias cada vez mais utilizadas especificamente na área de Segurança. Na Quod não será diferente. Embora sejam consideradas “recentes”, Carmona acredita que muitas delas fazem valer a que vieram.

 

“A indústria está amadurecendo, se reinventando. Ainda há muita coisa para customizar, mas estamos chegando a um nível de maturidade interessante. Existem ferramentas que de fato funcionam quando há um escopo bem definido”, explica.

 

Na visão do executivo, tais tecnologias começaram a ser mais usadas a fim de suprir o déficit de mão de obra qualificada no mercado de Segurança. “Existe uma agenda clara de transformação digital acontecendo. Os riscos estão aumentando, mas não temos pessoas. Precisamos de ferramentas mais inteligentes”, disse.

 

É diante desse contexto que Carmona acredita que recursos voltados para orquestração e automação continuarão ganhando espaço nas organizações. “Atualmente, fala-se muito em ecossistemas autoimunes, ou seja, construir sistemas que entendem que estão sendo atacados, se defendam e ainda aprendam com as ações”. Consequentemente, o papel do analista deve ser cada vez mais focado em Pesquisa e Desenvolvimento, deixando a parte operacional para sistemas inteligentes.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

O futuro da Cibersegurança já começou, e setor inicia debate sobre transformações

Impulsionadas pela IA autônoma, mudanças regulatórias e novas tensões geopolíticas, as transformações da segurança cibernética estarão no centro das discussões...
Security Report | Destaques

Sem Cibersegurança, não há soberania: estudo reforça demanda por independência digital

Pesquisa formulada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio defende a integração de dados, IA e segurança...
Security Report | Destaques

Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul amplia maturidade de SI com arquitetura unificada

Com baixa centralização das políticas e um amplo gap de mão de obra para aplicar boas práticas de Segurança, o...
Security Report | Destaques

Principal preocupação dos CEOs no Brasil é a Cibersegurança, alerta pesquisa

Estudo da EY-Parthenon revela também que transações corporativas e inteligência artificial ganham protagonismo nas estratégias empresariais