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Escassez de talentos segue como principal desafio para empresas em 2023

Consolidação de modelos flexíveis de trabalho e a busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional também seguem como importantes norteadores para o próximo ano

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Flexibilidade, qualidade de vida, novas competências para líderes, contratação por habilidades e experiências, e trabalho temporário, são algumas das principais tendências apontadas pela Randstad para 2023. A consultoria global, reúne sua expertise e capilaridade para prenunciar demandas do setor de RH e antever os principais desafios das empresas frente ao atual comportamento dos talentos neste próximo ano.

 

Fabio Battaglia, CEO da Randstad no Brasil, afirma que, por conta dessa escassez de talentos, as empresas têm buscado alternativas como a contratação por habilidades e experiências e não olhando apenas para o diploma: “Com a urgente demanda de profissionais com conhecimentos específicos e com pouca mão de obra que atende a esses requisitos, as empresas têm avaliado os candidatos por suas vivências”, comenta Battaglia.

 

O executivo destaca ainda que este também é um desafio para as parametrizações dos sistemas de recrutamento e seleção: “A tecnologia é uma aliada e facilitadora, mas não substitui a relação humana, por isso, nos processos é necessário enxergarmos além dos currículos, precisamos ver as pessoas e seus potenciais. Muitas vezes os candidatos têm soft skills que permitem que sejam indicados para diferentes vagas e é o papel do consultor identificar e extrair o melhor desses talentos para as melhores oportunidades, e isso não tem relação com diploma, mas sim, com quem são essas pessoas”, completa.

 

O trabalho temporário também tem sido um caminho importante para encontrar habilidades e vai permanecer durante o próximo ano, tendo a grande vantagem de contratação durante o período em que as empresas precisam atender a demandas específicas. De acordo com a Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário), há expectativa de 680 mil vagas até o fim do próximo mês, em torno de 115 mil a mais que no mesmo período de 2021. Essa é a maior previsão de oferta temporária nos últimos 9 anos. “O trabalho temporário é favorável para empresas e candidatos. Permite a contratação de habilidades específicas para um determinado período e pode culminar na entrada de pessoas no mercado de trabalho e em efetivações de profissionais”, destaca Fabio.

 

O executivo da Randstad conta ainda que o trabalho por tempo determinado não é exclusivo de funções operacionais, os profissionais mais experientes e com expertises específicas têm atuado bastante nessa modalidade: “Vemos uma nova tendência no mercado chamada Interim Management, em que especialistas a C-Levels apoiam empresas em todas as alçadas de tomadas de decisões, como projetos de expansão, reestruturação ou às que passam por alguma grande mudança. Esses talentos buscam não somente desafios constantes, mas também flexibilidade. São profissionais com muita bagagem e conhecimento atuando como consultores em seus respectivos mercados para projetos específicos”, diz Battaglia

 

Para Fabio Battaglia, a volta das atividades de maneira ininterrupta em 2022 serviu como um laboratório para empresas lidarem com o desafio cultural e de engajamento à distância: “Os formatos de trabalho mais flexíveis vieram para ficar. No modelo híbrido, as empresas adaptaram seus ambientes e configuração de escritório e, com isso, provocou a liderança a fomentar uma proposta mais colaborativa, de troca e inovação, estabelecendo sobretudo a conexão emocional. Nos dias de home-office, esses líderes precisam encarar o dia a dia de outra maneira, respeitando e entendendo a rotina de cada colaborador, estimulando seus times para que se mantenham produtivos e engajados, dando autonomia a eles, tudo sem esquecer de questões importante como saúde mental”.

 

Apesar disso, muitas empresas optaram por retornar ao modelo 100% presencial e vêm enfrentando problemas de atração e retenção. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do total de desligamentos registrados nos últimos doze meses, 1 a cada 3 desligamentos foi voluntário, o que reforça que os profissionais, especialmente os mais qualificados, permanecem na busca por oportunidades que trazem equilíbrio e qualidade de vida. “Durante os últimos dois anos vimos despontar temas no Brasil como A Grande Resignação e Quiet Quitting, movimentos vindos dos Estados Unidos que procuraram ressignificar a relação dos talentos com o mercado de trabalho. Vemos em nossos estudos globais que essa tendência permanecerá no próximo ano e será liderada essencialmente pelos profissionais mais disputados pelas empresas, como das áreas de Finanças, RH, Tecnologia, Supply Chain, entre outras”, complementa Fabio.

 

Outro caminho para as empresas é a formação e capacitação dentro de casa. De acordo com o estudo Workmonitor 2022, realizado pela Randstad, para 92% dos trabalhadores brasileiros, capacitação e desenvolvimento é o fator mais importante na hora de escolher um emprego, ficando à frente de benefícios e salários.

 

“Essa não é somente uma necessidade das companhias, mas também um anseio dos talentos que querem se desenvolver e atuar em áreas que se despontam cada vez mais. A solução está em investir em programas de qualificação para formar, reter e atrair talentos e, com isso, também resolver parte dos problemas ocasionados pelas deficiências estruturais do mercado de trabalho brasileiro”, conclui o executivo.

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