Empresas adotam agentes de IA sem visibilidade sobre seus dados

Análise da Veeam Software alerta que organizações utilizam IA em larga escala no Mês da Conscientização em Cibersegurança, mas ainda enfrentam baixa visibilidade e falta de controle sobre as ações desses sistemas

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No Mês da Conscientização em Cibersegurança, a Veeam Software alerta que a proteção corporativa precisa evoluir junto aos novos cenários de IA. Em seu ano de 20º aniversário, a empresa destaca que agentes autônomos já acessam informações e tomam decisões ativamente com pouca intervenção humana.

 

Um estudo global da Veeam com 600 executivos mostra que, embora 88% das empresas já utilizem ou testem agentes de IA, apenas 7% estão realmente preparadas. Além disso, 95% relatam que gargalos em dados atrasam projetos, e só 29% conseguem identificar rapidamente os sistemas acessados pela IA.

 

“Durante muito tempo, a conscientização focou no comportamento humano, como evitar phishing e proteger senhas. Esse cuidado continua necessário, mas a IA é um novo ator na operação que executa tarefas em escala. É preciso ter visibilidade sobre o que ela faz e agir quando algo sai do esperado”, afirma Marcio de Freitas, gerente de Engenharia de Sistemas da Veeam Brasil.

 

Para a Veeam, a conscientização deve evoluir para o controle do contexto dos dados e mecanismos ágeis de recuperação. “A segurança não termina ao dar permissão ao agente. É preciso saber quais dados ele acessa e o impacto disso. Se houver um erro, a empresa deve conseguir reverter o impacto pontual sem paralisar todo o ambiente”, explica Freitas.

 

A empresa compara o momento à virada da virtualização em 2006 e ao avanço do ransomware, quando a recuperação com dados limpos virou o centro da cibersegurança. Com agentes autônomos acessando informações críticas, a resiliência de dados passa a exigir a capacidade de identificar ações indevidas e restaurar ambientes com precisão.

 

“Prevenir continua sendo parte do trabalho, mas nenhuma empresa pode depender apenas da prevenção. A maturidade está na capacidade de construir resiliência e voltar à operação rapidamente, garantindo dados íntegros. Se a recuperação parte de uma base comprometida, o incidente apenas mudou de forma”, conclui Freitas.

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