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Dia Internacional das Mulheres: Influência das líderes de Cyber é essencial para atrair novos talentos

Os mais recentes indicadores de participação das mulheres na Segurança da Informação apontam avanços em um período de dez anos. Todavia, para evitar oscilações nesse processo, o apoio vindo de lideranças já consolidadas no setor será crucial no compromisso com a diversidade e a eficiência no combate ao cibercrime

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Embora a Cibersegurança conte com números importantes no enfrentamento da desigualdade de gênero, representantes do setor reforçam ser necessário continuar agindo nos mais diferentes espaços para não deixar esse movimento enfraquecer. Com isso, ampliar o poder de influência das Líderes em Cyber é um fator crítico. O World Economic Forum ressalta que 70% dos profissionais em Segurança precisaram contar com o incentivo e apoio de bons exemplos a se seguir em suas equipes e gestões.

 

Já nos dados publicados pela Cybersecurity Report, a ocupação das mulheres na Cibersegurança segue crescendo, atingindo 25% da força de trabalho global em 2023, contra apenas 10% em 2013. Além disso, a expectativa é atingir 30% no próximo ano e 35% até 2031.

 

Entretanto, tais avanços ainda não atingiram todo o seu potencial, e isso se percebe na permanência de um gap de talentos. Esse mesmo relatório ressalta que, na mesma década considerada, o número de vagas em aberto no setor cresceu 350%, com 3,5 milhões de posições desocupadas mundialmente. As estimativas apontam que tal cenário não deve mudar visivelmente em 2024 e 25.

 

“Embora haja um reconhecimento crescente da importância da diversidade de gênero, implementar mudanças significativas e duradouras leva tempo, a depender da cultura de cada empresa e de cada liderança. Desafios persistentes, como estereótipos de gênero, viés inconsciente e desigualdades estruturais, continuam a ser obstáculos a serem superados”, comenta Fabiana Tanaka, CISO na Leroy Merlin, em entrevista à Security Report.

 

Alessandra Costa, Gerente de SI, Privacidade e Proteção de Dados no Grupo Multi, ressalta que um dos grandes desafios enfrentados pelas profissionais em início de carreira está justamente na falta de apoio vindo das camadas mais altas da hierarquia. Devido a isso, assim como ocorreu com ela própria, preservar uma noção de autoconfiança necessária para atravessar um ambiente desafiador como de Cyber se torna ainda mais difícil.

 

“Para conseguir lidar com o cenário de SI e crescer no setor é essencial saber tratar os próprios medos, e não crer no próprio potencial tende a gerar ainda mais problemas em um caminho já tortuoso. Haverá aqueles que abrirão ou fecharão portas, e esse processo nos ajuda a pavimentar o caminho mais claro a cada uma. Por isso superar é, antes de tudo, entender que podemos”, afirmou Alessandra, durante a Cyber Live da DANRESA, em comemoração ao Dia das Mulheres.

 

Elas por elas

 

Nesse sentido, Fabiana ressalta os encontros bimestrais com comunidades e grupos de apoio na Leroy Merlin visando expandir a percepção de diferentes grupos no mercado de trabalho. “No fim de janeiro estivemos com a comunidade CyberSecurityGirls apresentando temas extremamente técnicos e relevantes na nossa atualidade em Cibersegurança. Também estou engajada em atividades de mentoria para conectar profissionais e apoiar a diversidade e inclusão”.

 

De acordo com as profissionais, atuar na formação de profissionais em tecnologia e Segurança também é importante. E é esse objetivo de Eliane Rodrigues, CISO da VTEX, ao mirar a capacitação para lecionar os novos talentos em Cyber. Na visão dela, ensinar as novas gerações de mulheres em SI as ajudará a criar o pertencimento que ela não teve durante sua própria profissionalização.

 

“Passar conhecimento adiante é o que nos tira realmente do lugar-comum, pois, assim, criamos a oportunidade de dar voz a mais pessoas. É uma virada de chave bem difícil, mas através da troca de figurinhas com outras profissionais, além de atividades de mentoria, nos ajuda a entender o mundo e o valor existente em cada pessoa”, disse Eliane.

 

Os impactos dessas ações são nítidos tanto no que se percebe da formação das equipes quanto na eficiência em aproximar novos talentos femininos para a Segurança Cibernética. Fabiana Tanaka ressalta que, enquanto as profissionais da área seguirem firmes na participação em comunidades e eventos de tecnologia, oferecendo oportunidades de networking, mentorias e disseminação de conhecimentos, a geração de novas profissionais tende a crescer.

 

“Liderar pelo exemplo é o meu slogan. Viso enfatizar em grupos de apoio, congressos, palestras e entrevistas como os benefícios são tangíveis e intangíveis da diversidade de gênero na cibersegurança, e talvez a escassez de talentos nesse campo se deva a obsolescência do modo de pensar que sub-representem muitas profissionais talentosas”, completa.

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