Dia da Internet Segura: Complexidades de cybersecurity movimentam mercado de serviços de SI

A data levanta uma série de reflexões sobre a importância de ampliar a maturidade em Segurança da Informação no universo digital. Tema é sério e, para 76% das empresas de médio e grande porte, serviços especializados podem ajudar

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Nesta terça-feira (08) é comemorado o Dia da Internet Segura. A data tem como objetivo promover atividades que conscientizem pessoas e empresas sobre os riscos de segurança que podem ser encontrados na internet e ajudar no uso seguro das tecnologias da informação. Com o aumento de pessoas conectadas ao ambiente digital, os ciberataques se tornaram um problema recorrente e que assusta empresas e internautas pelo mundo.

 

O Painel de Incidentes da Security Report acompanhou de perto diversos ataques cibernéticos envolvendo inúmeros segmentos de atuação. Nos casos mais famosos como JBS e Colonial Pipeline, as empresas se viram obrigadas a pagar resgate pelos dados sequestrados. Por mais que especialistas não recomendem essa prática, em muitos incidentes, as organizações não encontram outra saída a não ser pagar resgate.

 

Por mais que haja ações de conscientização sobre os riscos cibernéticos e a importância de disseminar uma cultura de Segurança em todo o mundo, os números ainda são alarmantes. Segundo dados do “IDC Predictions Brasil 2022”, relatório que apresenta as tendências e previsões para TI e Telecomunicações no Brasil, divulgado nesta manhã (08) pela IDC, esse ano será marcado pela continuidade dos ataques cibernéticos, especialmente na modalidade de ransomware, na qual os malfeitores têm aperfeiçoado suas técnicas para enganar as vítimas e infiltrar suas organizações.

 

Ainda de acordo com o levantamento, em 2021, globalmente, cerca de 38% das empresas sofreram com algum ataque de ransomware, com diferentes níveis de impacto. Esse cenário abre novas possibilidades de defesa, em especial, para os serviços gerenciados de Segurança.

 

O relatório da IDC aponta que as complexidades de cybersecurity e as dificuldades para atração e retenção de profissionais farão com que 76% das empresas de médio e grande porte busquem serviços especializados de SI.

 

Luciano Ramos, Gerente de Enterprise na IDC, comenta que a falta de profissionais capacitados seguirá ainda como um grande desafio para empresas e para provedores de serviços. Para 40% das empresas consultadas pela IDC no Brasil, a falta de especialistas em suas equipes é um fator crítico, o que torna o mercado de serviços especializados uma boa opção para garantir ambientes seguros e inovações no universo digital.

 

“Observaremos programas de capacitação e de incentivo ganhando foco ao longo de 2022 a fim de apoiar na redução dessa brecha de escassez de mão de obra qualificada. É esperado que as empresas e os provedores de maneira geral criem esses programas e consigam de alguma forma melhorar a retenção de talentos”, comenta Ramos. O levantamento aponta que no Brasil, quase 57% das empresas afirmam que contarão com ajuda externa com foco em gerenciar e operar ambientes com soluções de segurança modernas e de próxima geração.

 

Perspectivas para o mercado

 

Para 2022, os serviços de segurança (serviços profissionais e gerenciados), totalizarão quase US$ 1 bilhão no Brasil, dado que representa um crescimento médio de quase 10% ano sobre ano desde o início da pandemia em 2020.

 

Já as soluções de segurança (sejam hardware ou software) superarão US$ 860 milhões neste ano, com a nuvem recebendo grande atenção – 36% das empresas entrevistadas têm planos de curto e médio prazos para evoluir a proteção desses ambientes.

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