Detectado trojan no WhatsApp Messenger

A suposta ferramenta promete melhorias no aplicativo, porém é um malware. Brasil está entre os dez países com mais detecções desta ameaça

Compartilhar:

A Kaspersky identificou um mod malicioso do WhatsApp Messenger em circulação, conhecido como FMWhatsApp, e é uma modificação não-oficial do aplicativo. Porém, está aplicação contém um trojan chamado Triada que pode exibir anúncios, realizar assinaturas não solicitadas e interceptar SMSs das vítimas.

 

De acordo com as detecções da empresa entre janeiro de 2020 e agosto de 2021, o México e o Brasil são os países latino-americanos onde o trojan está mais ativo com 2.474 e 2.327 bloqueios no período – no ranking global, os países ocupam a 6ª e 7ª posições respectivamente. A ameaça ainda está presente na Venezuela (690), Colômbia (636), Peru (362), Argentina (311), Equador (226) e Chile (160).

 

Este malware atua como um intermediário. Primeiro, ele coleta dados da vítima e depois, sob comando do criminoso, baixa outros malware para o dispositivo, que exibirão anúncios indesejados, efetuarão o login na conta WhatsApp, efetuarão assinaturas em nome da vítima e interceptarão as mensagens SMSs, deixando a vítima vulnerável a atividades ilegais.

 

A versão maliciosa do FMWhatsApp baixa malware como:

 

• Trojan-Downloader.AndroidOS.Agent.ic: para baixar e executar outros módulos maliciosos;

• Trojan-Downloader.AndroidOS.Gapac.e: para baixar e executar outros módulos maliciosos e poder exibir anúncios em tela inteira em momentos inesperados;

• Trojan-Downloader.AndroidOS.Helper.a: para baixar e executar o trojan xHelper e exibir anúncios invisíveis em segundo plano;

• Trojan.AndroidOS.MobOk.i e Trojan.AndroidOS.Subscriber.l: para realizar assinaturas pagas não solicitadas;

• Trojan.AndroidOS.Whatreg.b: o mais complexo da lista, faz login na conta do WhatsApp no telefone da vítima, interceptando o texto de confirmação de login. O dispositivo pode então se tornar um local para vários tipos de atividades ilegais, como distribuição de spam ou comércio ilegal.

 

“Algumas pessoas buscam essas versões modificadas do app para habilitar funcionalidades que não existem na versão oficial. Da forma como o ataque é realizado, a vítima dificilmente reconhecerá o golpe, pois o mod realmente conta com funções adicionais. Esta não é a primeira vez que cibercriminosos usam malware disfarçado do WhatsApp em seus ataques”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.

 

Para ficar seguro, os especialistas recomendam:

 

• Evite instalar aplicativos de fontes não oficiais e use as configurações do seu dispositivo para negar permissão excessivas, solicitadas durante a instalação;

• Verifique quais permissões você concedeu aos aplicativos instalados, já que alguns podem representar uma ameaça real;

• Instale um aplicativo de antivírus para dispositivos móveis confiável em seu telefone e preste atenção aos avisos.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Bots de IA elevam riscos em APIs e desafiam arquitetura de Segurança em 2026

Ao se conectarem a APIs e sistemas críticos, bots de IA aceleram a automação, mas também criam desafios de segurança...
Security Report | Overview

Alerta: Falhas críticas em Microsoft e ServiceNow impulsionam novas campanhas de invasão

Em levantamento mensal, consultoria reúne vulnerabilidades em e-mail, automação e ferramentas de IA que ameaçam a integridade de dados corporativos
Security Report | Overview

Novo Golpe: Latam e Shopee são usadas para roubar CPF de brasileiros

Campanhas copiam identidade visual de grandes marcas, segmentam vítimas em situação financeira vulnerável e coletam dados pessoais por meio de...
Security Report | Overview

APIs na era da IA: estratégias para o CISO pensar como um ofensor (a força do Red Team)

Com o Brasil consolidado como o 3º maior consumidor de APIs do mundo, CISOs adotam táticas de Red Team e...