Crescimento de dados móveis compromete Segurança

Com o avanço do uso de dispositivos aliados à IoT, número de hackers também aumenta, colocando em risco a confidencialidade das informações, além de utilizar o dispositivo como um gerador de DDoS

Compartilhar:

O crescimento do tráfego de dados mobile tem sido contínuo e, como já identificado pelo mercado em diversas pesquisas, continuará evoluindo em taxas representativas. Isso se dá pela forma de consumo de conteúdo online, além do crescimento de usuários conectados, que evolui de forma muito rápida e com conexões cada vez melhores em qualquer dispositivo. Mas será que as empresas estão bem preparadas para lidar com esse crescimento e garantir a segurança desses dados?

 

“Temos notado uma grande atenção por parte do mercado, que vem se educando em relação ao tema, mas ainda há pontos a serem aprimorados”, avalia Felipe Vilarinho, gerente de Projetos da Exceda. Os principais riscos estão ligados à Segurança da Informação. Com o aumento do uso de dispositivos móveis aliado à tendência da IoT, o número de hackers está aumentando muito também e, hoje, o Brasil já é o 3o país mais prejudicado por ataques em dispositivos móveis.

 

“Quando o dispositivo móvel é comprometido, o atacante rouba informações importantes e as utilizam para acessar ou comprometer outra aplicação e/ou serviço”, explica Vilarinho. Além disso, o executivo destaca que o atacante pode utilizar as informações como um gerador de DDoS (Distributed Denial of Service).

 

Outro ponto importante é em relação à performance e disponibilidade no acesso das aplicações e/ou serviços. “Se as empresas não desenvolverem estratégias pensando nesses aspectos, o impacto negativo – como o site passar algum tempo fora do ar – pode ser bastante prejudicial à imagem da marca, além de reduzir a conversão de vendas”, alerta.

 

Falta estratégia ou tecnologia?

 

Na opinião do executivo, as empresas estão bem munidas de tecnologias, porém nem todas buscam se informar a respeito disso e algumas não usam de maneira adequada as soluções que adotam. Para Vilarinho, boa parte das empresas não está preparada o suficiente ou não possui uma estratégia adequada para proteção de suas aplicações e/ou serviços online.

 

“As soluções que visam segurança, performance e disponibilidade devem fazer parte de um processo de revisão e aperfeiçoamento contínuo, por exemplo: análise da experiência de navegação dos usuários, análise de vulnerabilidades, revisão/sugestão de regras de bloqueios”, explica.

 

Daqui para frente, o tráfego de dados continuará a crescer indiscriminadamente, principalmente quando a IoT (Internet of Things) se popularizar e os ataques cibernéticos se tornarem ainda mais sofisticados e de difícil detecção. “Sem esse processo de revisão e aperfeiçoamento contínuos, as empresas que definem seu planejamento estratégico com foco em aplicações e/ou serviços online tendem a ficar vulneráveis, comprometendo a segurança dos dados”, finaliza.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

O futuro da Cibersegurança já começou, e setor inicia debate sobre transformações

Impulsionadas pela IA autônoma, mudanças regulatórias e novas tensões geopolíticas, as transformações da segurança cibernética estarão no centro das discussões...
Security Report | Destaques

Sem Cibersegurança, não há soberania: estudo reforça demanda por independência digital

Pesquisa formulada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio defende a integração de dados, IA e segurança...
Security Report | Destaques

Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul amplia maturidade de SI com arquitetura unificada

Com baixa centralização das políticas e um amplo gap de mão de obra para aplicar boas práticas de Segurança, o...
Security Report | Destaques

Principal preocupação dos CEOs no Brasil é a Cibersegurança, alerta pesquisa

Estudo da EY-Parthenon revela também que transações corporativas e inteligência artificial ganham protagonismo nas estratégias empresariais