Como é possível assegurar a privacidade?

De acordo com Leandro Turbino, diretor de Field Sales da Micro Focus, sem uma orientação clara sobre os melhores padrões a serem seguidos, regras podem conflitar entre si e contribuir para o aumento de ciberataques

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* Leandro Turbino

Discussões sobre as normas internacionais relacionadas à segurança e privacidade acontecem desde a década de 1940, quando o reconhecimento da privacidade como um direito básico foi ratificado pela Declaração das Nações Unidas (ONU) de Direitos Humanos de 1948. Desde então, as nações que procuram proteger as informações pessoais de seus cidadãos criaram uma infinidade de requisitos únicos de privacidade de dados. Mas, com o rápido crescimento de políticas e normas nacionais individuais, vieram grandes complexidades legais, ameaçando a capacidade de participação em uma economia global.

No nível macro, corporações multinacionais muitas vezes são repelidas a fazer negócios em outros países devido aos regulamentos confusos ou a desconfiança sobre a forma como as informações pessoais dos seus cidadãos serão protegidas estando em um outro país. No nível operacional, equipes de segurança e de compliance devem entender os requisitos a serem cumpridos e saber como melhor garantir essa conformidade, enquanto ainda mantém o negócio funcionando de forma eficiente e segura em todos os cantos do mundo.

Sem uma orientação clara sobre quais os melhores padrões de privacidade para garantir um mercado digital seguro e eficiente, regras regionais de segurança e privacidade continuarão a crescer de forma desigual, e muitas vezes em conflito direto com as regras já existentes. Isso contribui para o aumento dos ataques por cibercriminosos, experientes em pesquisar e atacar infraestruturas vulneráveis de TI. A criação de um único padrão de privacidade para proteger os dados do mercado digital global seria uma opção para solucionar esse problema.

Para os próximos anos, os países deveriam se comprometer com um objetivo comum de proteger a informação privada e os dados de todos os cidadãos e, em seguida, aplicar esse padrão conforme a norma jurídica em cada nação. Com um padrão global, em vez de acordos baseados na reciprocidade ou responsabilidade, será possível superar a desconfiança e nos engajarmos mais na otimização dos negócios.

Uma norma de privacidade de dados universal permitirá que as nações encontrem um equilíbrio entre a privacidade, liberdade de expressão e segurança pública, permitindo que as empresas passem a competir globalmente. Além disso, diminuirá a complexidade vivida por equipes de segurança e conformidade, que hoje devem cumprir com a miríade de requisitos e políticas de cada país.

* Leandro Turbino é diretor de Field Sales da Micro Focus

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