Colaboradores omitem uso de aplicações

Segundo estudo, empresas têm cerca de 450 aplicativos na nuvem sem o conhecimento do departamento de TI; falta de visibilidade gera compartilhamento de dados sigilosos entre profissionais não autorizados

Compartilhar:

Em um estudo inédito realizado no Brasil foi possível perceber que as empresas usam em média 450 aplicações na nuvem sem o conhecimento do departamento de TI. O levantamento, feito pela Blue Coat com auxílio da Elastica, revela que, das 110 categorias de aplicativos encontradas, 77% são de alto risco. O resultado é a possibilidade de que informações sigilosas de negócios sejam compartilhadas com outros colaboradores não autorizados ou publicamente.

O estudo considerou empresas de médio e grande porte dos setores financeiro, varejista e industrial. Entre os serviços utilizados mais omitidos estão os de compartilhamento de arquivos, webmail, colaboração, online meeting, CRM, Project management, code hosting, customer support, accounting e digital signature.

Do total das aplicações utilizadas – em geral, mais de 500 em cada grande empresa – cerca de 60% são de médio e alto e risco, e mesmo assim, 78% dos colaboradores as utilizam sem nenhum restrição. Entre as aplicações de médio e alto risco, incluem-se aplicativos de redes sociais, comércio eletrônico, storage, e-mail, file e photo sharing, maps, development, cloud hosting e knowledge base.

A pesquisa identificou ainda uma alta atividade de downloads e uploads, mostrando a enorme quantidade de dados quem entram e saem das organizações livremente. Segundo o relatório, aplicativos de armazenamento e compartilhamento na nuvem continuam a ser uma grande ameaça e cerca de 20% dos arquivos amplamente compartilhados contêm algum tipo de dados relacionados à conformidade como informações pessoais, financeiras ou de saúde.

A principal justificativa dos profissionais é que tais serviços melhoram a produtividade no ambiente corporativo. Por essa razão, o caminho não é restringir o acesso, mas promover visibilidade do que está sendo acessado e compartilhado dentro e fora da corporação. Segundo Marcos Oliveira, country manager da Blue Coat, o modelo de segurança tradicional não consegue enxergar o que está sendo disponibilizado na nuvem.

Diante deste cenário, Oliveira aposta no conceito de CASB, que proporciona mais visibilidade no ambiente de cloud computing e gera mais controle dos dados que entram e saem da instituição. Consequentemente, auxilia na redução de ameaças internas, apontada como a grande vilã das instituições atualmente, já que os gestores poderão apontar quais colaboradores terão acesso a que tipos de informações e o que pode ser compartilhado ou não.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Entre a velocidade e o controle: os desafios da Cibersegurança na era da IA

Durante Painel de Debates online organizado na TVSecurity, lideranças de Cyber discutem como equilibrar inovação, risco e responsabilidade no uso...
Security Report | Destaques

Tentativas de ciberataques no Brasil dobram em 2025

Nova ediçãodo Cenário Global de Ameaças da Fortinet indicou que as tentativas de ações maliciosas no país saltaram de 356...
Security Report | Destaques

Veteranos de Cyber reafirmam papel da liderança estratégica em contextos inovadores

Ex-líderes de gigantes como Google, JPMorgan e TikTok revelam como a transparência radical e a gestão compartilhada de riscos são...
Security Report | Destaques

Computação Quântica no radar da SI: Quais as ações imediatas do setor?

Ao entrar no radar do Gartner como tendência para 2026, a computação quântica lança luz sobre a obsolescência da criptografia...