“CIOs têm dado dores de cabeça aos CSOs”

Durante abertura da 2ª edição do Security Leaders Recife, Roberto Arteiro, IT Governance Specialist do Ministério Público de Pernambuco, aponta que a velocidade exigida pela transformação digital dos negócios geraram enormes desafios para os líderes de segurança

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“Eu não sei o tipo de problema de segurança que você tem, mas tenho certeza que ele é grande”. Foi esta a mensagem trazida por Roberto Arteiro, IT Governance Specialist do Ministério Público de Pernambuco, que abriu a 2ª edição do Security Leaders Recife. O executivo afirmou que essa nova era tecnológica, pela qual as organizações estão inseridas para se manterem competitivas, trouxe inúmeros desafios para os profissionais de segurança.

 

“CIOs têm dado dores de cabeça aos CSOs”, brincou o especialista. Isso porque os líderes de SI dessas organizações não podem mais assumir uma postura restritiva, que diz não a um lançamento de um novo produto ou serviço. Ele citou o exemplo da vontade do presidente americano, Barack Obama, em visitar uma favela ao chegar no Rio de Janeiro há alguns anos. “A CIA não pôde dizer não ao presidente, mas, obviamente, tiveram que se preparar e isso teve um custo”, explicou.

 

Esses desafios devem crescer de agora em diante. Considerando que os aparelhos estão cada vez mais conectados, a Segurança tende a assumir um papel fundamental nesse processo de inovação nos negócios. Com empresas investindo em carros autônomos e aviões com conexão wi-fi, os riscos são iminentes já que são claros que todos os sistemas são suscetíveis a ataques hackers.

 

Essa digitalização está presente em todos os tipos de empresas, tanto as que já nasceram nessa nova era ou aquelas que estão migrando seus ambientes do físico para o eletrônico. O setor judiciário e a Saúde são bons exemplos. “Uma empresa que enfrenta um processo milionário pode contratar um hacker para comprometer  o ato”, exemplifica. Já os hospitais e demais seguradoras lideram o ranking de instituições mais visadas atualmente.

 

Diante de todo este desafio, Arteiro afirma as empresas precisam providenciar tecnologias que não interfiram na agilidade do negócio. “Bloquear ou restringir serviços não adiantam. O colaborador precisa de mecanismos que façam fluir o trabalho na velocidade que atenda a necessidade do board”, finaliza.

 

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