Cibercriminosos miram festival de música para aplicar golpes

Organização afirma que fez bloqueio páginas fraudulentas e orienta usuários sobre como evitar golpes digitais em suas navegações e compras de ingressos online

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A  Kaspersky afirmou que realizou um bloqueio de quase 10 sites falsos criados para enganar o público, roubar dados pessoais e capturar informações financeiras. Esse caso ocorreu por conta do início da venda de ingressos e o anúncio das primeiras atrações para um dos grandes festivais de música que ocorrerão no Brasil. Segundo a organização, os cibercriminosos têm se aproveitado da urgência dos fãs em garantir ingressos, que esgotam rapidamente, e da busca pelos melhores preços, para criação e aplicação de armadilhas e golpes digitais. A empresa de cibersegurança alerta para a circulação de URLs fraudulentas e oferece orientações práticas para que os consumidores também façam compras online de forma segura.

 

O relatório mostra que cibercriminosos se aproveitam dos momentos de alta demanda gerada por esses eventos para prática de crimes digitais aproveitando a euforia do público na busca por ingressos. Uma pessoa pode se tornar vítima em potencial caminhando para armadilhas online sem ao menos perceber – isso fica evidente por uma pesquisa da Kaspersky realizada com o público brasileiro que revelou que quase um terço (27%) não conseguem reconhecer um site falso, e 14% não sabem identificar um e-mail ou mensagem fraudulenta.

 

Além dos sites fraudulentos, os especialistas afirmam que é necessário ter atenção com o risco relacionado à revenda de ingressos em canais não oficiais, como grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens. Os golpistas podem se aproveitar da pressa dos fãs por eventos esgotados, prometendo ingressos “rápidos” ou a preços abaixo dos canais oficiais que, na realidade, são clonados ou falsos. Nesses esquemas, os criminosos priorizam formas de pagamento que dificultam a recuperação do dinheiro das vítimas, como transferências diretas via PIX, QR code, enviando o valor para contas em fintechs. O comprador só descobre a fraude quando já é tarde demais, muitas vezes ao tentar acessar o evento e não conseguir, sem a possibilidade de recuperar o valor pago.

 

A facilidade com que os criminosos agem também resulta num outro fator preocupante, que é falta de preparo digital de muitos usuários e seus hábitos arriscados. A pesquisa divulgada pela organização revela que 38% dos brasileiros já foram vítimas de fraudes envolvendo o cartão de crédito. O cenário de baixo conhecimento digital e busca por praticidade se soma a este outro hábito perigoso que se tornou comum: salvar dados bancários em sites e aplicativos de venda de ingressos, com a intenção de agilizar compras futuras. Essa prática transforma essas informações em um alvo valioso para cibercriminosos: se a plataforma for comprometida, os dados das vítimas ficam expostos e podem ser negociados em fóruns clandestinos.

 

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