Cibercriminoso alega ter roubado 1 bilhão de dados de cidadãos chineses

O autor chegou a postar em um fórum de hackers essas informações, oferecendo a venda de mais de 23 terabytes (TB) de dados por 10 bitcoins, o equivalente a cerca de US$ 200.000. Segundo especialistas em tecnologia, caso o fato se confirme, seria uma das maiores violações de dados da história

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Um cibercriminoso alegou ter obtido um bilhão de informações pessoais de cidadãos chineses, o que especialistas em tecnologia dizem que, se for verdade, seria uma das maiores violações de dados da história. O internauta anônimo, postou no fórum de hackers na semana passada oferecendo a venda de mais de 23 terabytes (TB) de dados por 10 bitcoins, o equivalente a cerca de US$ 200.000.

 

“Em 2022, o banco de dados da Polícia Nacional de Xangai (SHGA) vazou. Esse banco de dados contém muitos TB de dados e informações sobre bilhões de cidadãos chineses”, disse o post. Ainda segundo informações, os arquivos contém informações sobre 1 bilhão de residentes nacionais chineses e vários bilhões de registros de casos, incluindo: nome, endereço, local de nascimento, número de identidade nacional, número de celular e entre outros dados.

 

A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade da postagem, o governo de Xangai e o departamento de polícia não responderam aos pedidos de comentários nesta segunda-feira (04). A agência de notícias também não conseguiu alcançar o autoproclamado hacker, ChinaDan, mas a postagem foi amplamente discutida nas plataformas de mídia social chinesas Weibo e WeChat no fim de semana, com muitos usuários preocupados que pudesse ser real.

 

Além disso, a Chefe de Pesquisa de Políticas de Tecnologia da consultoria Trivium China, Kendra Schaefer, disse em um post no Twitter que era “difícil analisar a verdade a partir de boatos. Se o material que o hacker alegou ter vindo do Ministério da Segurança Pública, seria ruim por várias razões, disse Schaefer.

 

A alegação de um hack ocorre quando a China prometeu melhorar a proteção da privacidade de dados de usuários online, instruindo seus gigantes de tecnologia a garantir um armazenamento mais seguro após reclamações públicas sobre má gestão e uso indevido. No ano passado, a China aprovou novas leis que regem como as informações pessoais e os dados gerados dentro de suas fronteiras devem ser tratados.

 

*Com informações da Reuters 

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Rui Borges

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