Cibercrime: três práticas para tirar sua empresa do alvo

Rafael Sampaio, country manager da Etek NovaRed, analisa: por que o Brasil se tornou um dos países mais perigosos quando o assunto é cibercrime?

Compartilhar:

Mundialmente, as empresas perdem cerca de 608 bilhões de dólares com crimes virtuais, de acordo com estudo da McAfee. No Brasil, o montante desse prejuízo gira em torno de 10 bilhões de dólares, colocando o País como a segunda vítima de ataques virtuais do mundo, junto com Rússia, Coreia do Norte, Índia e Vietnã.

 

Na pesquisa, o que também chama a atenção é o fato de que em outras localidades a maior parte dos crimes virtuais possui origem internacional, enquanto por aqui as ameaças são geradas internamente. E, os fatores que contribuem para isso são diversificados: fácil acesso dos criminosos às técnicas de invasão; profissionalização constante na produção de malwares e vírus e até mesmo brechas existentes na legislação brasileira para atenuar o cibercrime, como a falta de multa e punições.

 

Com relação à vulnerabilidade do ambiente interno das organizações, um estudo da PwC aponta que os maiores índices de invasões e danos a dados estão relacionados a ações de colaboradores atuais (35% dos entrevistados), ex-colaboradores (34%), hackers desconhecidos (43%), concorrentes (27%) e fornecedores atuais (29%). Por tudo isso, recomendo às empresas três boas práticas:

 

Invista em um projeto de segurança da informação – Pode parecer exagero, mas um estudo da Kaspersky aponta que 56% das empresas não possuem uma cultura preventiva de cibersegurança, com eficiente política de segurança de dados, solicitando ajuda somente após sofrerem ciberataques perigosos, como transações não autorizadas, estações de trabalho criptografadas e indisponibilidade de serviços.

Conheça o ambiente digital da empresa – Com esse mapeamento será possível identificar falhas, inconsistências e pontos de melhoria em tecnologias, processos e controles de segurança. Nesse processo, avalie contratar o serviço de um consultor especializado para apoiar a equipe interna nessa missão.

Conscientize e capacite a equipe – Falha humana ou ações mal-intencionadas no contato com dados ou no uso de sistemas automatizados podem gerar sérios prejuízos à operação e ao negócio. Então, invista tempo no treinamento e na conscientização de profissionais de todos os níveis hierárquicos quanto à política de segurança de dados da companhia.
Dependendo da natureza do negócio, um ataque bem-sucedido a sistemas automatizados ou robotizados pode gerar interrupção das operações, perda de dados, danos ao resultado final de produtos ou serviços, prejuízos à estrutura física do local ou até mesmo impactos negativos à vida humana. Além disso, em pouquíssimo tempo os dados se consolidarão como vitais para a tomada de decisões dentro de uma organização.

 

Eu quero poder confiar nos dados que possuo, e você?

 

*por Rafael Sampaio, country manager da Etek NovaRed

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

59% dos dados expostos pela IA são informações reguladas no setor financeiro

Relatório revela que, embora instituições tenham migrado para ferramentas de IA gerenciadas, a mistura entre contas pessoais e corporativas ampliou...
Security Report | Overview

Atividade de bots de IA cresce 300% e ameaça receitas em paywall

Relatório revela que assistentes de IA geram 96% menos tráfego de referência do que buscas tradicionais, elevando custos e pressionando...
Security Report | Overview

Segurança em malha híbrida pode gerar salto de 314% no ROI, aponta análise

Estudo da IDC, apoiado pela Check Point Software, revela que arquiteturas integradas reduzem a indisponibilidade operacional em 66% e os...
Security Report | Overview

Pesquisa aponta SI como principal fator de confiança para a escala da IA Industrial

Novo estudo da Cisco revela que 49% das indústrias brasileiras veem a Segurança como o maior obstáculo para expandir a...