Ciab 2021: Fraudes avançam no modelo de engenharia social

Especialistas alertam sociedade para atenção aos golpes e reforçam importância de legislação mais severa para punir crimes cibernéticos

Compartilhar:

Ao passo que a digitalização teve avanço exponencial, o nível de segurança cibernética tem de crescer na mesma proporção. Em meio a essa “guerra digital”, especialistas do setor financeiro debatem a importância de conscientização no combate a golpes e fraudes.

 

De acordo com Adriano Volpini, Diretor de Segurança do Itaú Unibanco e da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, é preciso que surjam novas ações, campanhas de prevenção e os esforços para elevar o nível de maturidade em segurança cibernética no país.

 

“Nos últimos meses, percebemos um crescimento de golpes e fraudes no meio digital, principalmente as ações mais artesanais com recursos de engenharia social”, diz o executivo durante o Ciab 2021. Ele acrescenta que o número elevado de fraudes tem a ver com o momento do Brasil, de pandemia, de digitalização e novos entrantes no sistema financeiro.

 

“Por isso as instituições seguem atuando com campanhas para levar mais informação e alertar o cidadão sobre os perigos do meio digital”, completa. Ele ainda menciona a importância do reforço legal divulgado há um mês que alterou o código penal e torna mais dura as punições para crimes cibernéticos.

 

Para Erik Siqueira, Agente da Polícia Federal, esse reforço ajudará nos processos de investigação e rastreamento dos cibercriminosos. “Foi uma excelente iniciativa, mas ainda precisamos melhorar, principalmente desburocratizando o processo de autorização judicial para investigar um IP, base fundamental para a polícia encontrar o criminoso ou o fraudador”, alerta.

 

“Emprestar uma conta pessoal para receber recursos de fraudes também é crime. Claro que o sistema financeiro é bem desenvolvido neste setor, mas o apoio legislativo também é importante para alertar a sociedade sobre riscos e responsabilidades”, diz Volpini.

 

Ele destaca também que o Brasil precisa avançar no enrijecimento legislativo para punir, inclusive, ataques de ransomware, como os Estados Unidos já vêm trabalhando após os casos da Colonial Pipeline e JBS. “Os norte-americanos consideram o ransomware tão grave quanto um atentado. Temos um caminho importante para seguir nesta linha”, finaliza.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

IA muda as regras do jogo e coloca governança no centro da inovação bancária

Durante a Febraban Tech, CIOs e CTOs do BTG, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander destacaram como...
Security Report | Destaques

Bancos destinam R$ 5 bilhões à Cibersegurança

Valor representa cerca de 10% do orçamento total de tecnologia do setor, estimado em R$ 50 bilhões para o ano...
Security Report | Destaques

“Agenda de SI no sistema financeiro não tem um ponto final”, diz BACEN

Na abertura da FEBRABAN TECH 2026, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que medidas de combate a fraudes, Cibersegurança...
Security Report | Destaques

“Desenvolvemos mais rápido, mas a Segurança ainda está lenta”

Com agentes de IA colocando capacidades de desenvolvimento nas mãos das áreas de negócio, CISOs discutem como equilibrar agilidade, riscos...