Black Friday 2022: saiba como comprar com segurança e não cair em golpes

Especialista destaca quais são as fraudes mais comuns associadas às compras online e como fazer para evitá-las

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Famosa por ser um período de oportunidades e promoções para consumidores no varejo mundial, a Black Friday é marcada pelo grande volume de compras, principalmente no comércio on-line. Dados de referência apresentados pela Neotrust, mostram que o faturamento total do e-commerce brasileiro em 2021 foi de quase 8 milhões de reais, um crescimento de 7,1%, em relação ao ano anterior.

 

As expectativas para 2022 também são positivas. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio (ABCOM), a Black Friday deve movimentar R$ 6,05 bilhões no e-commerce no país este ano e o número de pedidos on-line deve ultrapassar os 8,3 milhões. Com o aumento de transações financeiras nesse período, as lojas on-line também se tornam alvo para ataques e tentativas de golpes cibernéticos. Segundo a Fortinet, o Brasil é o segundo país que mais sofre fraudes desse tipo na América Latina, foram 31,5 bilhões de tentativas no primeiro semestre deste ano.

 

Com a Black Friday se aproximando, ataques associados à criação de contas falsas, a partir da obtenção de dados dos usuários vazados, ou mesmo a invasão de contas com a utilização de credenciais de acesso fornecidas em golpes de engenharia social se tornam mais frequentes no período, resultando em múltiplas transações em diversos sites e marketplaces. Eduardo Pires, Country Manager da Incognia, aponta golpes mais comuns e como se prevenir nessa época do ano:

 

1 – Atenção com links falsos:

 

Quando seus dados são cadastrados em links fraudulentos, que muitas vezes imitam links de lojas oficiais, o fraudador pode usar técnicas para ter acesso às informações do usuário legítimo e se passar por ele para realizar uma compra. O indicado é não fornecer informações bancárias e documentos quando não está seguro de que o site é confiável, tampouco baixar aplicativos através de outros meios que não as lojas oficiais dos sistemas operacionais. Essa prática é chamada de phishing, um tipo de fraude por engenharia social, que se resume ao fraudador se passar por uma organização de confiança, enviar um e-mail ou SMS para o usuário, muitas vezes com links infectados por malwares, para enganá-los e fazê-los  compartilharem suas informações sensíveis, como credenciais de acesso ou dados de cartões, ou infectar seu dispositivo.

 

2 – Confira dados para pagamentos com PIX:

 

Quando o consumidor opta por utilizar o PIX como forma de pagamento, é preciso seguir os mesmos cuidados indicados para qualquer outro tipo de transferência, como checar os dados do recebedor, confirmando se o destinatário coincide com a loja na qual a compra está sendo realizada. Além disso, é importante cadastrar chaves apenas nos canais oficiais da instituição financeira, como no caso do aplicativo, não salvando seus dados diretamente nos sites ou apps de compras. Além disso, fique atento a qualquer contato recebido se passando por instituição financeira e não forneça suas credenciais de acesso em nenhuma hipótese.

 

3 – Opte por sites com selo de segurança:

 

Durante a Black Friday é comum as pessoas receberem milhares de links que direcionam para as promoções de um e-commerce. Porém, ter a certeza de que a loja é autêntica é algo que pode gerar  dúvidas entre os consumidores. Por isso, é sempre importante checar se o site possui algum certificado de segurança que protege os dados do usuário, como por exemplo, retirar a certificação SSL, do inglês Secure Sockets Layer, camada de soquetes segura. Para fugir desse golpe, acesse sites do fornecedor digitando o endereço diretamente no navegador, evitando acessar links disponíveis em páginas ou portais desconhecidos ou recebidos através de mensagens de SMS ou e-mail, como no caso do phishing, também porque estes links podem desde infectar seu computador, até permitir acesso remoto ao seu dispositivo. Além disso, evite compras ou pagamentos por meio de computadores de terceiros ou por meio de redes Wi-Fi públicas, pelo baixo nível de proteção destas redes, que podem aumentar a chance de clonagem de dados e invasão de contas, por exemplo.

 

“Comprar no ambiente digital pode ser de conveniência e praticidade, mesmo em épocas de grande volume como na Black Friday. Mas o consumidor legítimo deve sempre optar por aplicativos e sites confiáveis, que hoje investem em ferramentas de segurança de suas plataformas. Desconfie de links que não pareçam oficiais e não compartilhe suas credenciais de acesso na internet. Além disso, as empresas devem cada vez mais optar por soluções mais robustas que não confiem somente em credenciais estáticas de acesso como login e senha. Temas como o uso da localização para proteger os usuários legítimos, proporcionando autenticação dinâmica e contínua, para impedir as fraudes antes que elas ocorram já são uma realidade que torna o ecossistema ainda mais seguro”, finaliza Pires.

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