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Biometria impulsiona segurança para pagamentos móveis

Tecnologias de reconhecimento facial e impressão digital permitem a substituição dos antigos tokens e senhas pela confirmação de identidade pessoal para autorizar transações financeiras; NEC mira expansão no setor de hotelaria e serviços

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Com expectativa de alcançar mais de US$ 1 bilhão até 2020 – segundo dados da Frost & Sullivan –, o mercado de biometria para serviços financeiros e, especialmente, o de pagamentos móveis, vem crescendo de maneira acelerada.

 

Para garantir a segurança das transações, a utilização de autenticação biométrica ganha cada vez mais espaço. Independente da tecnologia biométrica, as informações são armazenadas de forma segura, criptografada, utilizando-se um algoritmo específico de cada fornecedor que, em caso de vazamento, não terá utilidade aos cibercriminosos.

 

“A NEC desenvolve algoritmos biométricos desde a década de 70 e nunca teve nenhuma ocorrência de falha ou violação”, afirma Rafael Vida, IT Consultant da NEC Latin America.

 

O uso amplamente difundido dessas tecnologias biométricas permite aos bancos e instituições financeiras da América Latina garantir mais segurança, além de oferecer conveniência e facilidades para clientes em operações bancárias.

 

“Essa tecnologia começou muito voltada à área criminal, mas com a evolução e a maturidade dos algoritmos, vemos diversas soluções que já utilizam biometria no dia a dia, dentre elas o desbloqueio de celular, caixas eletrônicos, controles de acesso, por exemplo”, revela Vida.

 

De acordo com o executivo, a impressão digital ainda é muito utilizada para segurança, monitoramento e resolução de crimes ao redor do mundo. Os EUA, por exemplo, estão bem avançados na análise de cenas de crimes.

 

“Na América Latina, um dos grandes problemas é a fraude e uma das formas de mitigar é através do uso de biometrias. Muitas empresas procuram o reconhecimento facial para agregar segurança nos sistemas. Através das câmeras de celulares é possível fazer a análise de identidade e evitar fraudes financeiras”, revela Vida.

 

Para ele, os pagamentos móveis são um dos principais serviços que podem se beneficiar com o uso de biometria. Os meios de autenticação de pagamentos atualmente são as senhas e tokens, que poderiam ser substituídas por impressões digitais ou reconhecimento facial.

 

Como funciona?

 

Hoje em dia existem diversos métodos de identificação biométrica. A mais difundida até o momento é a impressão digital. Entre os exemplos de uso estão: controle de acesso a prédios, caixas eletrônicos, etc.

 

Outros métodos importantes também são: o reconhecimento de face, da íris, voz e até mesmo a cavidade do ouvido, que é uma característica única, segundo a NEC, e que pode ser explorada para identificar um indivíduo. Todas as informações de usuários que utilizam os métodos de biometria passam por criptografia, independentemente do tipo de dado coletado.

 

“Pegando como exemplo o reconhecimento facial: nós não comparamos um rosto capturado por uma câmera com imagens de rostos armazenados no sistema. Na verdade, ele realiza um mapeamento das características faciais e faz um modelo 3D (que cobre até 60 graus de inclinação). A partir daí o algoritmo calcula um número único desse rosto, e é a partir dele que fazemos a comparação”, afirma o executivo da NEC.

 

“Portanto, caso haja algum vazamento, as informações armazenadas não servirão de nada aos cibercriminosos. Além disso, é praticamente impossível esse algoritmo ser quebrado, que é único para cada fornecedor”, completa.

 

Investimento e expansão

 

O setor que mais investe em biometria atualmente é o Governo, especialmente nas Secretarias de Segurança Pública de cada estado. Serviços como a emissão de documentos, envolvem a coleta da biometria e comparação, que são utilizadas na parte de segurança pública.

 

“Outro setor é o de Finanças, onde entra a questão de fraudes – que representam perdas para as empresas – e, quanto mais o sistema de proteção é cercado com esse tipo de tecnologia, menos perdas irão ocorrer nesse sentido”, afirma. “No Varejo, por estar atrelado aos sistemas de pagamento, também representa uma grande parcela nos investimentos de biometria”, completa Vida.

 

“Estamos focados nessas duas verticais: Governo, na parte de biometria de impressão digital, e a de Finanças, onde entram os grandes bancos e lojas do Varejo. O setor de Hotelaria é outro que está começando a implementar soluções de biometria e onde a NEC pretende atuar nos próximos anos”, revela Vida. “Estamos estudando uma modelagem específica para esse setor, uma vez que a aplicação será utilizada para prestação de serviços no lugar do controle de segurança”, finaliza.

 

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