Ataques virtuais crescem no país e ampliam a busca por seguro cibernético

Ofensivas de hackers para invadir redes e sistemas de computadores a fim de causar danos ou roubar dados cresceu 46% no Brasil

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Os ataques virtuais estão em alta no país. Segundo levantamento realizado pela Check Point Research, a média de ataques hackers a redes e sistemas de informação cresceu 46% no Brasil no segundo trimestre deste ano. Os dados da empresa também apontam que a média de incidentes no país é de 1.540 por semana, superior à média global (1.200).

 

Diante do risco crescente, a oferta e a procura por seguros cibernéticos registram crescimento exponencial. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), os prêmios da modalidade totalizaram R$ 103,2 milhões em 2021, mais que o dobro do registrado no ano anterior (R$ 41,2 milhões).

 

Dentre as principais coberturas oferecidas estão: serviços de perícia forense digital; custos para restauração e recuperação de dados; lucros cessantes por interrupção de rede; pagamento de resgate (extorsão); gastos de notificação e monitoramento (LGPD); custos de defesa; multas e penalidades (LGPD); pagamento por danos decorrentes de uma decisão judicial ou arbitral ou de um acordo.

 

A apólice do Seguro Cyber é feita para minimizar os prejuízos de vazamentos dos dados de clientes e dos dados corporativos das empresas de todos os portes e segmentos, incluindo os gastos com resgate para recuperação das informações, que podem ser elevados.

 

“É preciso estar preparado para investir em segurança digital e diminuir prejuízos financeiros no caso de um ataque. O Seguro Cyber protege as empresas contra os ataques virtuais e oferece o suporte financeiro em casos de ofensivas como roubo ou furto de hardware, falta de disponibilidade de sistemas ou uso indevido de informações confidenciais”, afirma o Head of Cyber Insurance da Wiz Corporate, Eduardo Bezerra.

 

LGPD traz preocupação extra

 

Além do crescimento dos ataques virtuais, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), em vigor desde o final de 2020, ampliou a preocupação das empresas com a proteção dos dados. O vazamento pode trazer não somente prejuízos financeiros ao caixa, mas causar danos irreparáveis à reputação da companhia.

 

O executivo ressalta que uma das penalizações aplicadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) às companhias que sofrem ataques hacker é o pagamento de multa, que pode chegar até R$ 50 milhões. Com o Seguro Cyber, caso o cliente sofra uma invasão, a apólice quita essa multa.

 

“Os dados pessoais são um ativo precioso e a LGPD transformou a maneira como as empresas lidam com as informações sensíveis de seus clientes. Portanto, o seguro cibernético é uma proteção fundamental e oferece uma camada a mais de segurança”, acrescenta Bezerra.

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Rui Borges

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