Apenas 29% das empresas estão prontas para explorar a IA Generativa, aponta estudo

Relatório revela disparidades na maturidade digital entre setores estratégicos, com lacunas em governança de dados e segurança cibernética freando o avanço da inteligência artificial

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Em um cenário de rápida transformação digital, o novo estudo da F5 revela que somente 29% das organizações analisadas — classificadas como “Realizadoras” — possuem maturidade digital suficiente para explorar o potencial da Inteligência Artificial Generativa. Enquanto isso, 54% ainda tateiam esse universo como “Experimentadoras” e 17% permanecem nos estágios iniciais, caracterizadas como “Atrasadas”.

 

A pesquisa, Digital Maturity Index 2025, realizado a partir de entrevistas com 713 líderes de tecnologia de empresas, sendo 25 destas fontes brasileiras, mapeia contrastes entre setores como Finanças, Varejo, Indústria, Nuvem e Telecom, e mostra que a falta de governança de dados e políticas avançadas de segurança, como Zero Trust, pode comprometer a evolução digital em um momento decisivo para a competitividade empresarial.

 

O estudo apontou a diferença entre os níveis de maturidade digital das organizações pesquisadas. Enquanto 35% dos Realizadores já consolidam a governança de dados em um único data lake, com 59% deste grupo mantendo também outros data lakes como backup, 19% dos atrasados trabalham com um único data lake , deste grupo, 15% contam com data lakes extras. 65% dos Atrasados não utilizam nenhuma estratégia de observabilidade de dados, valor que baixa para 6% no caso dos Realizadores e chega a 18% no grupo dos Experimentadores.

 

Uso de GenAI

 

Os pesquisadores da F5 analisam em qual topologia de rede os entrevistados implementam soluções baseadas em IA. Em termos de utilização de IA Generativa, por exemplo, 61% dos Realizadores adotam ambientes híbridos, enquanto 30% dos Atrasados seguem esse caminho. Por outro lado, 40% dos Atrasados operam IA em seus data centers on-premises, número que baixa para 15% no caso dos Realizadores e chega a 21% nas empresas com perfil “Experimentadora”.

 

Como as plataformas de IA são baseadas em LLMs e APIs rodando de forma distribuída em ambientes multicloud e híbridos, quem conta com uma abordagem de gestão centralizada, segura e ao mesmo tempo granular das suas nuvens consegue explorar melhor a riqueza trazida pela IA.

 

Ao longo de todo o estudo, essa classificação se mantém. É raro que uma empresa Atrasada, por exemplo, demonstre, em uma das categorias analisadas, uma performance diferente da do grupo a que a organização pertence, aponta a pesquisa.

 

Software Development Life Cycle e Zero Trust

 

Em relação à cybersecurity o quadro também é diverso. O estudo revela que numa escala de 0 a 30 pontos, com 15 pontos sendo a nota máxima em relação ao uso de políticas de Software Development Life Cycle (SDLC) que alinham todo o processo de desenvolvimento de aplicações e APIs às melhores práticas de segurança, os Realizadores saem na frente com a marca de 13,5 pontos.

 

Em relação à adoção de soluções Zero Trust, dados também medidos com 15 pontos sendo a nota máxima – 13% Realizadores alinham-se a esta disciplina, número que baixa para 9,5 entre os Experimentadores e 5 pontos no caso dos Atrasados.

 

Empresas brasileiras

 

A empresa  reforçou o fato que no cenário brasileiro, as grandes empresas estão desenvolvendo suas próprias plataformas de IA Generativa. Mesmo com o uso plataformas externas, ou criando sua própria IA, as empresas precisam proteger esses ambientes digitais. E uma das maneiras de fazer isso, segundo os especialista é usar um gateway para IA que monitora e protege as pesquisas do usuário num ambiente como o Chat GPT e  evita a vulnerabilidade a ataques baseados em LLMs.

 

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