ANPD e TSE publicam Guia de Eleições

Autoridade inicia o ano eleitoral com a publicação do guia que dá orientações práticas sobre ações referentes ao tratamento de dados pessoais por candidatos, partidos políticos e coligações

Compartilhar:

A ANPD e o Tribunal Superior Eleitoral, fruto de um trabalho em conjunto, publicam ontem (3) o Guia Orientativo – Aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais por agentes de tratamento no contexto eleitoral. O guia traz uma série de orientações práticas sobre a aplicação da LGPD nas eleições de 2022, além de explicar e esclarecer sobre os aspectos obrigatórios da lei no contexto eleitoral. O texto também faz uma série de recomendações e boas práticas a serem seguidas pelos candidatos, partidos políticos e coligações.

 

Destaca-se que a atual versão é a primeira edição do guia e que está aberta a comentários e contribuições pela sociedade. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail da Coordenação Geral de Normatização da ANPD (normatizacao@anpd.gov.br) ou, ainda, pela Ouvidoria do TSE (https://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/ouvidoria).

 

O guia trata sobre diversos temas e entre eles fala sobre dados pessoais sensíveis de possíveis eleitores e como suas opiniões políticas, convicções religiosas ou filiações partidárias, por exemplo, são cada vez mais usados nos processos automatizados das campanhas políticas para apresentação de propostas eleitorais. O uso indevido desses dados pode comprometer a integridade do processo eleitoral e gerar impactos negativos nas votações.

 

“Por isso, a publicação do Guia de Eleições é tão importante para a ANPD nesse ano eleitoral, porque será uma orientação de grande valia aos candidatos, partidos políticos e coligações, no que tange à proteção de dados pessoais dos eleitores, respeitando os direitos, garantidos pela LGPD, que os eleitores têm enquanto titulares de dados pessoais durante todas as fases da eleição”, destaca o Diretor-Presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves Júnior.

 

O propósito do guia é orientar a atuação dos agentes de tratamento de dados pessoais, que são candidatos, coligações, federações e partidos políticos, para que observem e respeitem os direitos dos titulares de dados pessoais. Um exemplo prático, é o direito de o cidadão poder saber com que finalidade seus dados pessoais podem ser usados quando forem preenchidos formulários para participação em eventos ou reuniões de partidos políticos.

 

O objetivo central do guia é garantir a proteção de dados, a privacidade das pessoas titulares e a integridade do processo eleitoral, sem dificultar a comunicação entre candidato e cidadão, necessária ao processo democrático.

 

O guia tem o intuito de deixar claro aos cidadãos que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais vem para colaborar com a preservação da democracia nas votações e com a liberdade e privacidade das pessoas durante todo o processo eleitoral.

 

*Com informações da ANPD

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Threat Intel detecta nova técnica de ransomware executado pelo navegador

Especialistas mostram que modelo de IA conectou recursos legítimos do navegador para construir uma cadeia prática de ataque sem exploração...
Security Report | Overview

Project Lightwell: Players de TI formam parceria contra vulnerabilidades de software

Parceria une descoberta de falhas, aplicação de patches virtuais e remediação automatizada para neutralizar ameaças Cibernéticas na velocidade da inteligência...
Security Report | Overview

ANPD abre processo sancionador contra instituto de saúde por vazamento de dados

Ataque cibernético de ransomware expôs dados sensíveis de saúde de usuários de unidades públicas geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania....
Security Report | Overview

Defesa Civil: MFA se torna demanda urgente, alerta inteligência de ameaças

Especialistas alertam para os riscos do uso de credenciais legítimas comprometidas em sistemas críticos e destacam a urgência de aplicar...