Ameaças cibernéticas atingem recorde em 2018

ESET analisa o aumento de 12% em relação a 2017, chegando a 46 vulnerabilidades relatadas por dia durante o ano

Compartilhar:

A exploração de vulnerabilidades é um dos cinco métodos mais utilizados pelos invasores para infectar suas vítimas. A ESET revela que o ano de 2018 atingiu seu ponto máximo e detalha quais foram os tipos mais frequentes. Até o final de dezembro, 16.555 vulnerabilidades foram registradas de acordo com os relatórios feitos no CVE, o que significa um aumento de 12% em relação a 2017. Isso dá uma média de 46 ameaças relatadas por dia durante 2018. Porém, as mais críticas (com uma avaliação maior ou igual a 7 e 9 de acordo com o CVSS v3.0) tiveram uma leve queda, se comparado ao ano anterior.

 

Os produtos com mais vulnerabilidades em 2018 foram a distribuição de Linux denominada Debian em primeiro lugar, seguido pelo Android no segundo. Outros sistemas amplamente utilizados que aparecem no ranking são o Ubuntu em terceiro lugar, o Enterprise Linux Server da Red Hat em quinto e o Windows 10 em décimo. Apesar do Debian ser o primeiro lugar em vulnerabilidades, durante o ano de 2018 as detecções de códigos maliciosos especificamente projetados para afetar o Linux representam apenas 1% do total de detecções, enquanto que para sistemas operacionais da Microsoft o número aumentou para mais de 6%

 

Os fabricantes com mais vulnerabilidades em 2018 foram o Debian (903), Oracle (690) e Microsoft (674), enquanto os aplicativos foram Firefox (333), Acrobat DC e Acrobat Reader DC (286) e PhantomPDF (223), e os fabricantes com os casos mais graves são Adobe (8,80), Qualcomm (8,50) e RealNetworks (8,50).

 

Os tipos mais frequentes de vulnerabilidades em 2018 foram execução de código (23%), ataques de overflow (18%) e Cross Site Scripting, ou XXS (15%). Além disso, 79% são relacionadas à execução de código eram graves (pontuação de criticalidade maior ou igual a sete). Não é surpresa, então, que a exploração de vulnerabilidades seja um dos vetores de comprometimento mais utilizados.

 

Essas vulnerabilidades têm impacto sobre usuários domésticos e empresas. O caso WannaCry, por exemplo, uma falha identificada no protocolo SMBv1 (Server Message Block) do Windows, foi o caso de maior repercussão. Apesar de mais de um ano ter se passado desde o ataque deste ransomware, as detecções do exploit SMB / Exploit.DoublePulsar tiveram um aumento de 213% durante 2018.

 

“As vulnerabilidades continuarão a aparecer ano após ano, porque são inevitáveis e inerentes ao desenvolvimento de aplicativos e dispositivos. A ESET defende que a prevenção e o conhecimento são a chave para permanecermos seguros e desfrutarmos da tecnologia disponível do ponto de vista da segurança”, completa Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Infraestrutura crítica sob ataque: Cibercrime explora acesso direto a sistemas ciberfísicos

Estudo da Claroty revela que 82% dos ataques a sistemas industriais utilizam protocolos de acesso remoto para manipular operações em...
Security Report | Overview

Clonagem de voz por IA impulsiona nova onda de fraudes corporativas

Check Point Software alerta para o uso de deepfakes em ataques de phishing multicanal que simulam executivos em tempo real...
Security Report | Overview

Mapa da Defesa Cibernética Brasileira revela avanço técnico e centralidade do risco humano

Levantamento inédito do MITI consolida visão estratégica do ecossistema nacional e destaca soluções da Beephish para combater vulnerabilidades comportamentais
Security Report | Overview

Golpe no WhatsApp simula Receita Federal para roubar contas Gov.br no IR 2026

Divisão de inteligência da Redbelt Security identifica campanha de phishing que utiliza ameaças de bloqueio de CPF e sites falsos...