Neste Dia do Agronegócio, setor que responde por 25% do PIB nacional, a ISH Tecnologia alerta para um cenário de risco crescente: o campo encerrou 2025 com 39.034 ataques cibernéticos registrados, uma média de 3,2 mil tentativas de invasão por mês.
O monitoramento da ISH indica que os criminosos realizam um trabalho meticuloso de inteligência, com foco nas fases iniciais do Cyber Kill Chain (o roteiro do hacker até o roubo). Esse cenário evidencia uma intensa atividade de reconhecimento, onde o atacante estuda as defesas do produtor antes de desferir o golpe final.
Eventos de negação de serviço (DDoS) e execução de scripts suspeitos indicam esforços consistentes de sondagem. Segundo Hugo Santos, Diretor de Inteligência de Ameaças da ISH, os criminosos testam “fechaduras digitais” de forma persistente, evoluindo para o mapeamento das redes internas e gerando alertas de alta severidade nos sistemas.
“O agronegócio tornou-se uma indústria de dados a céu aberto. Um ataque de ransomware não apenas bloqueia computadores, mas pode paralisar sistemas de irrigação ou descalibrar sensores de plantio”, explica Santos. Ele destaca que detectar a invasão ainda na fase de sondagem evita prejuízos medidos em toneladas de grãos perdidos por hora de inatividade.
Embora o setor invista pesado em biotecnologia, a maturidade em segurança digital ainda é desigual. O panorama para 2026 exige o fortalecimento de controles preventivos, já que a proteção no campo passou a ser uma estratégia de sobrevivência logística, segundo Santos. Para a ISH, o monitoramento 24×7 e a conscientização das equipes são hoje tão vitais quanto o próprio seguro da safra.