“A maior causa de fraudes são condutas ruins dos usuários”, afirma Consultor do FBI

O instrutor de combate a fraudes da autoridade federal norte-americana, Frank Abagnale, palestrou durante o evento com clientes da Unico para analisar o atual cenário de Cyber Security. Na visão do executivo, a maior falha de Segurança de uma companhia são usuários despreparados para enfrentar campanhas de fraude

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O avanço das novas tecnologias e da rede hiper conectada de dispositivos tornou as campanhas de fraude muito mais eficientes e simples, por isso, é necessário que as pessoas se preparem para reconhecer essas tentativas de ataque e possam reagir proativamente a elas. Essa é a percepção de Frank Abagnale, Consultor de Segurança do FBI e antigo fraudador profissional condenado por autoridades internacionais.

 

O analista esteve em São Paulo para palestrar no evento Unico Launch 2024, para tratar do cenário de Cibersegurança e proteção de dados no mundo atual. Segundo dados trazidos por ele do Escritório de Accountability do governo dos Estados Unidos, o país perdeu cerca de 717 bilhões de dólares com operações fraudulentas, divididas entre pagamentos impróprios, sonegação fiscal e mesmo golpes com auxílios remanescentes da Pandemia de COVID-19.

 

Na visão de Abagnale, esse cenário se deve à quantidade de informações sensíveis circulando em rede com a aprovação tácita dos próprios usuários, que desconhecem os impactos negativos que o mau uso dessas informações pode causar. Além disso, as atuais tecnologias emergentes oferecem as bases necessárias para que campanhas de fraude simples se tornem mais sofisticadas e obtenham resultados melhores.

 

“Geralmente, a causa principal de qualquer fraude é alguém que não agiu como deveria. Pode ser um profissional que não descartou um documento corretamente ou que expôs seus dispositivos a uma rede ou link malicioso. No fim, é a falha humana que está no cerne de um ataque bem-sucedido, e basta uma falha dessas para o cibercriminosos ter o sucesso que ele precisa”, explicou ele durante coletiva de imprensa após a palestra.

 

Abagnale alerta também para os riscos envolvendo o comprometimento de acessos. O consultor lembra que os métodos de identificação mais comuns, como as senhas, já estão obsoletas há muito tempo, e mesmo os métodos de acesso começam a se exaurir com o uso de Inteligência Artificial ou deepfake. Dessa forma, revolucionar como as são verificadas na rede é uma demanda cada vez maior.

 

Nesse sentido, os usuários precisam passar por novos processos de preparação dentro dos ambientes corporativos e já desde a infância, para reconhecerem os meios de ataques mais comuns aos indivíduos e como responder a isso. Esse trabalho é essencialmente importante para a geração Millenium, que já nasceu imersa no mundo digital, e por isso não possuem a experiência necessária para reagir a golpes mais elaborados e direcionados.

 

“Entendo que a educação é essencial para combater esses riscos. Hoje, as pessoas estão mais propensas a crer em qualquer informação que recebem pelos meios digitais, e com todos os nossos dados migrando para a rede rapidamente, precisamos saber como eles podem ser usados contra nós. Todos estamos sujeitos a cair em golpes ou fraudes, mas a diferença do sucesso está em reconhecê-los e alertá-los às autoridades”, encerrou Abagnale.

 

Papel da Unico

É esse caminho que a Unico pretende seguir como valor estratégico da companhia. Neste momento, a proposta da empresa é traçar novas maneiras de manter a jornada dos clientes finais das empresas segura, sem comprometer a experiência com fricção desnecessária. “Nosso objetivo é simplificar a entrega das soluções aos clientes, permitindo melhoras entre essas duas demandas de ponta a ponta da atividade do usuário”, comenta o Diretor de Produto da Unico, Guilherme Valgas.

 

Para Frank Abagnale, esse caminho deve ser abraçado por todo o mercado de tecnologia em pouco tempo. “Vejo que vamos precisar de um número crescente de autenticações que confirmem nossa identidade de rede, pois nossas informações mais centrais já estão expostas em redes sociais ou outros domínios públicos. Assim, o papel da tecnologia nesse contexto é criar formas de encurtar esse processo sem diminuir o controle”.

 

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