8 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes em 2023

Esse número representa um crescimento de 1,2% em relação à edição de 2022 da pesquisa publicada hoje (12) pela FICO. O levantamento revela que a prática da fraude envolvendo o uso de identidade para abertura de conta por um golpista é a que mais desperta apreensão entre os brasileiros

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Os dados da pesquisa “Fraude, Identidade e Bancos Digitas” da FICO, que ouviu 1.000 consumidores brasileiros em novembro de 2023, revelam que 5%, ou 8 milhões de pessoas, já foram vítimas de roubo de identidade e fraude. Este número representa um crescimento de 1,2% em relação à última edição do estudo publicado em 2022.

 

Outros 19% afirmam que “provavelmente” (9%) ou “que seja possível” (10%) terem caído nesse tipo de golpe. Segundo o levantamento, a prática da fraude envolvendo o uso da identidade para abertura de uma conta por um golpista é a que mais desperta apreensão entre os brasileiros (34%).

 

Na visão de Luis Silvestre, consultor de negócios da FICO, quando uma pessoa passa por um golpe envolvendo sua identidade, é grande o desgaste para solucionar o problema. “A cada nova tecnologia desenvolvida para combater fraudes, há um fraudador testando novas formas de burlar o sistema”, destaca o executivo durante conferência online com jornalistas, realizada hoje (12).

 

Segundo o estudo, a proteção contra fraude continua a ser um diferencial competitivo para os bancos. Para 35% dos brasileiros ter ciência dos esforços das instituições financeiras para mitigar riscos pode ser decisivo na abertura de uma nova conta bancária. Já para 75% dos entrevistados, o combate à fraude está entre os três principais pontos avaliados para a tomada de decisão.

 

Experiência do cliente

 

Um dos paradoxos da Cibersegurança é equilibrar a proteção dos ambientes e sistemas digitais com a experiência do cliente, exigindo que processos de verificação de identidade sejam ágeis e seguros, mas simples no uso. O estudo apontou que, entre as opções de validação, nenhuma atende plenamente aos desejos dos consumidores.

 

Para 46% das pessoas entrevistadas, o escaneamento da digital é o mais utilizado e 61% das pessoas acreditam que o método seja seguro. Já o escaneamento facial vem em seguida, com 43% da preferência entre os brasileiros e 60% com uma boa percepção de segurança neste sistema.

 

“Para minimizar riscos é preciso confirmar e validar que a pessoa que está fazendo a transação digital no sistema financeiro é de fato quem ela diz que é. Promover uma experiência positiva junto ao cliente com o menor atrito possível é indispensável para as estratégias de segurança no mundo digital”, alerta Silvestre.

 

Ele acrescenta que, caso a experiência de verificação de identidade seja ruim, existe uma grande chance de o cliente abandonar o serviço. O estudo apontou que 35% dos brasileiros afirmam ter reduzido ou parado de usar uma conta devido às verificações de identidade difíceis ou demoradas. Outros 33% seguiram o mesmo caminho com cartões de crédito.

 

“O uso de ferramentas que contribuam para o mapeamento da fraude em tempo real, como comunicação instantânea com os consumidores e novas formas de entendimento sobre o perfil comportamental de clientes são grandes aliados nos processos de combate à fraude”, conclui Luis Silvestre.

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