61% dos profissionais no Brasil sentem que poderiam ser enganados por deepfakes

Relatório mostra que os golpes evoluíram do phishing tradicional para clones hiper-realistas de voz e vídeo por IA

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Os golpes cibernéticos evoluíram muito além do phishing tradicional; hoje, as deepfakes e a Inteligência Artificial (IA) estão remodelando o cenário da engenharia social. De acordo com a KnowBe4, 61% da força de trabalho local admite abertamente que poderiam ser enganados com sucesso por um golpe sofisticado de deepfake que imitasse um executivo ou um stakeholder interno da empresa.

 

O cenário corporativo já passou da fase de experimentação teórica. As organizações brasileiras começaram a incorporar agentes autônomos e automações baseadas em IA em seus fluxos de trabalho. No entanto, enquanto as empresas correm para capturar ganhos de eficiência, suas estruturas de segurança estão se fragmentando. O relatório mais recente da KnowBe4, “From Agentic Risk to Human Wins”, destaca pontos cegos críticos, vulnerabilidades psicológicas e lacunas de preparação que organizações em todo o país enfrentam atualmente.

 

De acordo com a análise, o vetor de ameaça mudou fundamentalmente do phishing tradicional para manipulações hiper-realistas geradas por IA. Consequentemente, as defesas cognitivas humanas estão falhando contra conteúdos gerados por máquinas. Além disso, 90% dos profissionais brasileiros afirmam que os conteúdos de voz e vídeo gerados por IA tornaram-se tão realistas que está cada vez mais difícil saber em que confiar.

 

O cenário de ameaças transitou da velocidade humana para ataques automatizados em larga escala e, como resultado, as organizações ainda demonstram baixa maturidade operacional para lidar com ataques automatizados em várias etapas que visam os funcionários simultaneamente via e-mail, SMS e aplicativos de colaboração.

 

“Para alcançar resultados positivos, as organizações devem projetar sistemas capazes de guiar o comportamento, construir culturas de apoio e mudar de uma abordagem baseada em rastreamento de falhas para uma que reforce ações positivas, estendendo a mentalidade de segurança tanto para agentes de IA quanto para humanos”, afirma Rafael Peruch, Consultor Técnico de CISO para a América Latina na KnowBe4.

 

Metodologia

Esta pesquisa baseia-se em um estudo global conduzido pela Vanson Bourne, que entrevistou 4.000 profissionais: 800 tomadores de decisão na área de segurança e 3.200 funcionários, nas regiões das Américas, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e APJ (Ásia-Pacífico e Japão), representando organizações com 250 ou mais colaboradores.

 

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