25% das violações de segurança terão origem em identidades de agentes até 2028

Dado apresentado pelo Gartner durante Conferência de Segurança e Gestão de Risco vem em linha com a tendência de o número de identidades de agentes superarem 80 vezes o número de identidades humanas. Nesse sentido, executivos da organização defendem transformar os métodos de gestão de identidades e ampliar sua participação nos espaços inovadores

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O Gartner prevê que, até 2028, 25% das violações de Segurança ocorrerão por meio de superfícies de ataque baseadas em agentes, em decorrência de identidades de máquinas inadequadas e da ausência de controles de políticas sensíveis ao contexto. Essa descoberta foi apresentada hoje (04), durante a Conferência de Segurança e Gestão de Risco da consultoria em São Paulo.

 

Esse desafio nasce do crescimento perceptível dos agentes de Inteligência Artificial ativos nas infraestruturas corporativas, muitas vezes focada em apoiar o contexto de geração de valor no negócio. Assim, a percepção do próprio Gartner é de que as identidades de agentes terão tendência de superar em 80 vezes a quantidade de identidades dos profissionais das empresas.

 

“Não há dúvidas de que gestão de acessos se tornou um perímetro crítico para as organizações, se tornando um ponto crucial para a Cyber. Nesse sentido, gerenciar acessos de máquina duplicam essa complexidade, especialmente em relação aos serviços de Nuvem, que demandam esse tipo de supervisão. Além, disso, a questão sobre quem é responsável por esse tipo de acesso também é uma dúvida”, disse Oscar Isaka, Analista Diretor Sênior do Gartner.

 

Nesse contexto, a identidade deixou de ser apenas uma função de controle em segundo plano para se tornar parte central da infraestrutura digital, e os modelos legados, desenvolvidos para usuários humanos e funções estáticas, mostram-se cada vez mais desconectados da realidade atual. Por isso, os investimentos corporativos em IA estão forçando uma reavaliação há muito necessária da Gestão de Identidade e Acesso (IAM).

 

Diante desse desafio, os CISOs precisarão repensar a forma como conduzem a Segurança, identidade e inovação conforme a IA acelera tanto as oportunidades quanto as disrupções. Esses esforços devem se concentrar na prioridade de modernizar a identidade como infraestrutura fundamental. A ferramenta introduz uma nova camada arquitetônica baseada em delegação, autonomia e contexto, em vez de permissões fixas.

 

À medida que os sistemas baseados em agentes se expandem, práticas inadequadas de gestão dessas identidades e a ausência de políticas sensíveis ao contexto tornam-se as principais fontes de risco. Isso porque os controles tradicionais de acesso baseados em funções e os processos convencionais de integração não conseguem escalar para ambientes compostos por milhares ou até milhões de identidades de máquinas operando continuamente.

 

“Essa pressão também representa uma oportunidade estratégica. À medida que as interações entre clientes, parceiros e colaboradores se tornam mais mediadas por máquinas, controles robustos de identidade e confiança deixam de ser apenas uma necessidade e passam a ser um diferencial. Em vez de adicionar novas ferramentas a estruturas frágeis, as organizações podem utilizar os investimentos em IA para acelerar a modernização da IAM”, acrescentou Isaka.

 

Inovação sem barreiras

Outro desafio e prioridade essencial neste novo contexto de Inteligência Artificial envolve a interação com os processos inovadores, especialmente no que tange às transformações da Cibersegurança com as novas ferramentas agênticas. Esse contexto, segundo o Gartner, abre espaço para reduzir as restrições de inovação sobre as tecnologias de forma a envolver a SI nesses processos e ampliar a disposição em testar novas possibilidades.

 

Para sustentar isso, os líderes devem proteger explicitamente tempo e espaço para a experimentação. A inovação deve ser tratada como uma atividade voltada ao desenvolvimento de competências e de resiliência, e não como um projeto paralelo opcional. Medir o conhecimento adquirido e a escala alcançada permite que as organizações convertam inovação em valor demonstrável para os negócios.

 

Para Isaka, quando os experimentos apresentam baixo risco, mas estão conectados a sistemas e resultados reais, as equipes adquirem experiência prática ao mesmo tempo em que produzem artefatos que a organização pode reutilizar. “Atividades como criar ambientes de testes, simular ataques, gerar lógica de detecção ou ensaiar cenários de recuperação podem ser incorporadas ao trabalho operacional cotidiano por meio de engenharia de software assistida por IA e automação”, conclui.

 

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