Security Leaders contrata nova líder de Marketing

Com a contratação de Cida Vasconcelos na liderança de Marketing do Congresso Security Leaders São Paulo, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, a Conteúdo Editorial, promotora do evento, espera ampliar ainda mais a agenda do Congresso na capital paulista, trazendo speakers internacionais, novos especialistas locais, além de manter os seus consagrados painéis de debates com os mais relevantes CISOS e a tradicionais interatividade com a plateia, representada pela maior comunidade de líderes e profissionais de cibersegurança do País.

Cida Vasconcelos é profissional de marketing e gestão de produtos, especializada nas indústrias de TI, Telecom e Segurança da Informação, em mercados B2B e B2C, com mais de 30 anos de trabalho em âmbito nacional e latino americano em empresas como Check Point, Avaya, HP, AT&T, Capgemini, Neovia e Ciena.

Sua experiência se concentra nas áreas de gestão de estratégica de marketing, gestão de marcas, marketing corporativo, endomarketing, assessoria de imprensa, redes sociais, comunicação interna, marketing cooperado, marketing de canais, field marketing, marketing de produtos, geração de demanda, inteligência de mercado, planejamento de marketing e eventos.

A executiva atuou em diversos países como Estados Unidos, Israel e América Latina e trabalha como voluntária há mais de 20 anos na ONG Lar do Alvorecer Cristão. Formada pela UERJ em Ciências da Computação, tem pós-graduação em Marketing e Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Hoje, o Congresso Security Leaders é o maior e mais qualificado evento de cibersegurança do Brasil e reúne a maior comunidade de líderes e profissionais de grandes e médias empresas, percorrendo dez cidades brasileiras e contribuindo para a democratização e o amadurecimento do tema segurança da informação e privacidade de dados em todo o território nacional.

Expansão internacional

“Fechamos um ciclo de sucesso ao completar dez anos em 2019 e agora entramos em uma nova fase, expandindo ainda mais nossa atuação, tornando o Security Leaders mais globalizado e pronto para atrair líderes da América Latina e de todo mundo e marcando o início de nossa expansão internacional”, afirma Sérgio Sermoud, diretor comercial.

Cida Vasconcelos teve o privilégio de viver a transformação digital em seus bastidores, sempre evangelizando o mercado através de seu trabalho com marketing, divulgação de marcas, produtos e serviços inovadores ao mercado brasileiro e latino americano. Entende as necessidades do mercado, tecnologia e seus usos e conhece as diversas formas de comunicar e engajar o mercado com as novidades e conceitos que vão sendo lançados.

“Estou me unindo a um time vencedor, trazendo minha experiência no engajamento de pessoas e mercados para alavancar o sucesso já reconhecido do Security Leaders, ajudando a criar novos formatos na entrega da informação e trazendo pessoas e organizações que contribuam com conteúdo inovador e relevante neste momento tão especial do mercado de segurança no Brasil”, declara Cida.

Eventos regionais e verticalizados

“É super bem-vinda a chegada de Cida Vasconcelos à nossa equipe, no momento em que o Security Leaders São Paulo inicia uma nova década. Criamos a maior comunidade de cibersegurança do Brasil e agora vamos em busca dos maiores expoentes internacionais para tornar esse conteúdo cada vez mais globalizado”, declarou Graça Sermoud, diretora de Editorial da Conteúdo.

A jornalista Graça Sermoud também reforçou o momento importante do evento com a inclusão de mais uma cidade em seu calendário anual, Florianópolis. Agora, serão nove capitais regionais: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza, além do Congresso em São Paulo.

Importante destacar também a nova linha de debates verticalizados que o Security Leaders inicia esse ano, reunindo CISOs e CIOs de diversas indústrias para discutir os desafios específicos dos seus respectivos segmentos, as melhores práticas adotadas, as lições aprendidas, criando uma rica de troca de conhecimento e um networking de alto nível.

Quando o Big Data se depara com a LGPD

Mesmo diante das incertezas de como a LGPD passará a vigorar e quando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados entrará em cena, efetivamente, para dar as diretrizes de como empresas e órgãos públicos terão que tratar o dado pessoal, o certo é que o Brasil vive hoje essa jornada de conformidade. De acordo com a IDC, quase 2/3 das empresas estarão em processo de adequação ao longo de 2020 e a previsão é que haverá uma explosão de solicitações de privacidade por parte do titular do dado.

Ou seja, em um cenário de Big Data, haverá uma necessidade de educação sobre as práticas de privacidade em vários níveis: usuários, desenvolvedores, áreas de negócio e um aculturamento do próprio dono do dado. Na visão de Amalia Camara, professora de Direito Digital da Universidade de Pernambuco e Doutora em Ciência Política, os 5 Vs do universo de Big Data nunca fizeram tanto sentido quanto no atual cenário regulatório.

“Volume e variedade do dado, o valor dessa informação que traz um poder riquíssimo para as áreas comerciais, velocidade e veracidade são pontos que repercutem na LGPD quando se manipula informações sensíveis dos titulares. No mesmo sentido em que as empresas exploram o universo do Big Data para personalizar e customizar ações de campanha publicitária, o titular começa a ganhar um empoderamento para confrontar de que maneira seus dados estão sendo manipulados”, reflete Amalia durante o Security Leaders Recife.

Para se ter uma ideia, a IDC projeta que Analytics e Inteligência Artificial são tendências cada vez mais entrelaçadas, com objetivo de simplificar o consumo de um volume crescente de dados que geram insights para os negócios. As soluções de software voltadas para essa sinergia de Analytics e AI crescem 11,5% e, juntas, devem somar US$ 548 milhões no Brasil este ano.

Ou seja, um universo de informações pessoais que tende a crescer a cada dia em que a humanidade gera mais dados, tanto online quanto offline. “Mesmo desconectados da internet, produzimos dados todos os dias, aliás, desde o início da nossa existência, da biometria à documentos pessoais, tudo é baseado em dado”, pontua Amália.

Cultura de proteção

A especialista levou toda a plateia do Security Leaders a refletir nesse mundo dos dados, em que a informação é considerada o novo petróleo de tão valiosa e para o direito, é um cenário típico do conceito de vigilância. Isso também está atrelado ao ciclo de vida do dado, em que nas relações comerciais, por exemplo, ele nasce, cresce, vive e morre.

“Quando olhamos para a LGPD, que coloca uma enorme lista de verbos associados a tratamento de dados, podemos compreender que essa informação tem um ciclo de vida dentro das empresas, que em algum momento, ela perde a utilidade comercial e precisa ser descartada”, explica.

Ela acrescenta que daqui pra frente todos os brasileiros viverão uma nova jornada de aprendizado, pois é um processo cultural. Diferente dos europeus, que têm a cultura pautada em privacidade, os brasileiros não se importam em entregar suas informações pessoais em troca de facilidades. “Por isso é tão complexo para nós lidarmos com uma legislação que foi pautada em uma lei europeia, leva um tempo para se adequar, até mesmo porque cada região interpreta dados pessoais de forma diferente”, completa.

Ela explica que nos Estados Unidos, dado pessoal é interpretado como patrimônio, posse que pode ser negociável. No Brasil, é um direito típico de personalidade, algo que compõe o cidadão e está no mesmo nível de integridade física. Enquanto na Europa, é interpretado como direito fundamental, posto em constituição.

“Percebe-se que cada região tem um nível de interpretação, uns mais cautelosos, outros mais comerciais, tudo isso impacta em como lidamos com esse cenário e como será o tratamento da proteção e privacidade daqui pra frente”, conclui.