Segurança torna mobile banking em canal preferido do brasileiro

Segundo diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Febraban, investimento em SI foi importante para elevar o número de operações por meio de apps, responsáveis por 21,9 bilhões de transações em 2016; entidade não divulga prejuízo com fraudes desde 2015

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O uso do mobile banking superou do internet banking, respondendo por 34% do total das transações financeiras em 2016, segundo a 25ª Pesquisa de Tecnologia Bancária 2017 realizada pela Febraban. Na opinião de Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da entidade, os investimentos dos bancos em segurança foram fundamentais para elevar a preferência do brasileiro pelo canal.

 

“O consumidor demonstra mais confiança nos canais digitais e o setor vem investindo para oferecer mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias”, afirma Fosse.

 

Apesar de uma queda “natural” do investimento total em TI (de R$ 19 bi em 2015 para R$ 18,6 em 2016), reflexo do barateamento de tecnologias, segundo Fosse, cerca de 10% do montante continua dedicado especificamente para a área de segurança de TI. Mesmo assim, a entidade não informa quanto o setor perde com ações fraudulentas desde 2015, quando o valor divulgado foi de R$ 1,8 bilhão.

 

Mobile banking

 

O canal foi responsável por 21,9 bilhões de transações bancárias no ano passado, representando um crescimento de 96% em relação a 2015. Cerca de 9,5 milhões de clientes já realizam mais de 80% de suas operações por esse canal e o uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. Atualmente há quase um milhão de contas totalmente eletrônicas e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano.

 

O estudo aponta que as principais prioridades de investimento dos bancos em mobile banking devem focar em melhorias das transações com movimentação financeira (77%), customização (54%) e acessibilidade (46%). Já os investimentos em internet banking devem priorizar customização (62%), acessibilidade (54%) e integração multicanal (46%). Juntos, internet e mobile, respondem por 57% do total de movimentações financeiras.

 

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