Reconhecimento facial reforça tendência da biometria na SI

Tecnologia está se tornando rapidamente um diferencial para as organizações que querem entregar uma experiência móvel agradável; comunidade de analistas acredita firmemente que os negócios digitais, em especial os bancários, precisam ficar atentos com soluções de segurança

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O reconhecimento facial está se tornando rapidamente um diferencial para as organizações que querem entregar uma experiência móvel agradável. Ao mesmo tempo em que a autenticação biométrica permanece como uma exceção, e não ainda uma regra, a comunidade de analistas acredita firmemente que os negócios digitais, em especial os bancários, precisam ficar atentos.

 

Por exemplo, no encontro Hype Cycle for Digital Banking Transformation 2017, o Gartner recomendou que os negócios digitais desenvolvessem uma capacitação de classe mundial voltada para autenticação do consumidor e, especificamente, citou a autenticação biométrica.

 

Quando se fala em inovação tecnológica há sempre uma disputa pelo equilíbrio entre a experiência do consumidor e segurança. As tecnologias de autenticação biométrica como Face ID, que é o método de reconhecimento oferecido pela Apple em seu iPhone X, e o seu antecessor, o Touch ID, fornecem uma experiência melhor para o usuário quando comparadas com mecanismos tradicionais como a combinação de PIN e senhas de acesso. Usuários querem uma autenticação prática, amigável e, nesse sentido, a biométrica pode facilmente satisfazer suas expectativas.

 

Enquanto a principal preocupação da biometria é a experiência do consumidor, da perspectiva da segurança o ideal permanece ser uma abordagem multicamadas, incluindo biometria e outras tecnologias de autenticação combinadas com a segurança do aplicativo móvel e a análise de risco.

 

A verdadeira segurança da tecnologia de reconhecimento facial advém da habilidade de estabelecer a diferença entre a imagem do rosto de alguém (uma fotografia, por exemplo) e a realidade. Isso é conhecido como “liveness detection”. Já que o Iphone X emprega TrueDepth câmera em 3D capaz de identificar a diferença entre a pessoa e a foto, a “liveness detection” não é necessária.

 

Segundo a Apple, na comparação via 3D entre a face e uma fotografia torna difícil se identificar com a foto de alguém. Já as câmeras 2D não são capazes de medir a profundidade e dessa forma dependem da “liveness detection” para dizer se é uma pessoal real ou uma fotografia. Como resultado, o iPhone X com reconhecimento facial torna a experiência do usuário muito mais conveniente, além de segura. E essa combinação entre facilidade de uso e segurança é mais do que vital para que as inovações tecnológicas sejam disseminadas.

 

* Guillaume Teixeron é gerente de produto da Vasco Data Security

 

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