Órgãos recomendam que WhatsApp adie entrada em vigor da nova política de privacidade

Na recomendação, Cade, MPF, ANPD e Senacon apontam que a política de privacidade e as práticas de tratamento de dados apresentadas pelo aplicativo podem representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais

Compartilhar:

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitiram recomendação nesta sexta-feira (07/05) ao WhatsApp e ao Facebook relacionada à nova política de privacidade do aplicativo de mensagens.

 

Além de indicar providências sobre o acesso dos usuários à plataforma, os órgãos recomendam ao WhatsApp que adie a data de vigência de sua nova política, prevista para 15 de maio, enquanto não forem adotadas as recomendações sugeridas após as análises dos órgãos reguladores.

 

Em janeiro deste ano, o WhatsApp anunciou que promoveria uma mudança em sua política de privacidade. Na nova versão, o aplicativo de mensagens detalha práticas de tratamento de dados pessoais dos usuários e autoriza o compartilhamento destas informações com as empresas do grupo econômico do Facebook, da qual o WhatsApp também faz parte. Algum tempo depois do anúncio, a empresa decidiu prorrogar a entrada em vigor da nova política, com o objetivo de fornecer ao usuário informações adicionais sobre privacidade e segurança.

 

No documento enviado às empresas, Cade, MPF, ANPD e Senacon recomendam, além do adiamento, que o WhatasApp se abstenha de restringir o acesso dos usuários às funcionalidades do aplicativo, caso não adiram à nova política, assegurando a manutenção do atual modelo de uso e, em especial, a manutenção da conta e o vínculo com a plataforma, bem como o acesso aos conteúdos de mensagens e arquivos.

 

Os órgãos ainda recomendam ao Facebook que se abstenha de realizar qualquer tipo de tratamento ou compartilhar dados obtidos a partir do WhatsApp, com base nas alterações da política de privacidade, enquanto não houver o posicionamento dos órgãos reguladores.

 

As empresas devem enviar resposta aos órgãos a respeito da adoção das obrigações recomendadas até segunda-feira (10/05).

 

Proteção de dados

 

Na recomendação, Cade, MPF, ANPD e Senacon apontam que a política de privacidade e as práticas de tratamento de dados apresentadas pelo WhatsApp podem representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais.

 

Os órgãos ainda demonstraram preocupação com os potenciais efeitos sobre a concorrência decorrentes da nova política a ser implementada pelo WhatsApp, tendo em vista a ausência de um design regulatório prévio.

 

Além disso, também há preocupação, sob a ótica da proteção e defesa do consumidor, em relação à ausência de informações claras sobre que dados serão tratados e a finalidade das operações de tratamento que serão realizadas.

 

Acesse a íntegra do documento.

 

*Com informações da ANPD. 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

América do Sul registra maior aumento de ciberataques em 2025, alerta estudo

Conclusões são do relatório Compromise Report 2026, elaborado pela empresa de cibersegurança Lumu
Security Report | Overview

Impacto do grupo Lazarus: mais de US$ 1,7 bilhão roubados em apenas sete meses

O grupo de cibercriminosos patrocinado pelo Estado da Coreia do Norte drenou ativos de instituições que utilizavam carteiras de hardware...
Security Report | Overview

Onda de DDoS atinge Irã em meio à conflito com EUA e Israel, aponta relatório

Monitoramento da NSFOCUS revela que ofensivas cibernéticas sincronizadas a conflitos geopolíticos funcionam como vanguarda digital em embates militares
Security Report | Overview

89% das violações em genAI na saúde envolvem dados regulamentados

Relatório anual da Netskope revela que a exposição de prontuários em ferramentas de IA no setor é quase três vezes...