Norte-coreanos estariam direcionando ciberataques contra Bancos

Segundo especialista, crescente onda de iniciativas contra bancos e instituições financeiras na América Latina teria motivação geopolítica; construir uma defesa baseada primordialmente em medidas preventivas, em vez de se concentrar em detecção e remediação, facilitaria investidas

Compartilhar:

Existe um aumento recente de ciberataques em larga escala contra instituições financeiras latino-americanas. Segundo a FireEye, nos últimos dois anos foi possível perceber uma crescente ofensiva de cibercriminosos da Coréia do Norte em relação a Bancos e outras entidades financeiras.

 

“O aumento das sanções no último ano, muito provavelmente, aumentou a necessidade do regime de adquirir fontes alternativas de renda e fundos. As intrusões validam essa tendência”, opina Julian Dana, diretor da Mandiant, empresa do grupo FireEye.

 

Segundo o executivo, a possibilidade de ganho financeiro por meio dos bancos tem atraído grupos que vão desde cibercriminosos locais aos da Europa Oriental, além de outras localidades. “Cada um deles utiliza-se de diferentes Táticas, Técnicas e Procedimentos (TTPs) para alcançar o mesmo objetivo: o lucro”, explica Dana.

 

As plataformas de meios de pagamento estariam no centro desses ataques. Diferentes tipos de fraudes em cartões de crédito, transferências bancárias e em caixas eletrônicos se tornaram mais comuns na região.

 

Por quê?

 

Para o especialista, muitas organizações na América Latina ainda mantêm uma mentalidade antiquada de usar firewalls e construir uma defesa baseada primordialmente em medidas preventivas, em vez de se concentrar em detecção e remediação.

 

Por isso, afirma o executivo, é importante ter um Programa de Segurança holístico, no qual a segurança seja vista como uma questão da empresa, e não apenas como um problema de TI. “Monitoramento e detecção são necessários e despendem de mais budget. No lado da Resposta a Incidentes, o foco é ter mais pessoas, com treinamento e especialização recorrentes”, complementa o especialista.

 

Segundo Dana, atores de ameaças podem comprometer um ambiente meses antes de tentarem movimentar qualquer dinheiro. As investigações da FireEye revelaram atores escondidos em ambientes por mais de dois anos antes de roubar dinheiro.

 

“Em violações recentes, invasores aproveitaram os controles de segurança mais fracos em áreas como segmentação, autenticação e desenvolvimento de software”, complementou Dana.

 

Na opinião dele, os bancos devem estreitar a segmentação de rede das plataformas de pagamento, garantindo que apenas sistemas necessários tenham acesso. “Eles também precisam entender quais sistemas requerem Internet, quais aplicativos e softwares estão instalados em cada sistema e garantir que todos os aplicativos estejam atualizados”, finaliza.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Era da manipulação: Fraudes no Pix migram para engenharia social e exigem nova lógica de prevenção

Com 90% dos casos baseados em indução do usuário, biometria e senhas tornam-se insuficientes. Inteligência comportamental e novos modelos de...
Security Report | Destaques

Ecogen amplia proteção de ambientes OT para garantir transição energética limpa

Empresa de geração e transmissão de eletricidade por meios sustentáveis tinha como demanda preservar a continuidade do negócio a partir...
Security Report | Destaques

Luiz Firmino assume como CISO Global da FEMSA e lidera estratégia de SI em 18 países

Após seis anos no México e quatro promoções internas, o executivo brasileiro assume a liderança global de Segurança da Informação...
Security Report | Destaques

Adversários evasivos impulsionados por IA desafiam modelo tradicional de detecção

A CrowdStrike apontou, em análise aprofundada do Global Threat Report deste ano com gestores brasileiros de Cibersegurança, que o uso...