Máscaras digitais driblam o reconhecimento facial

Hackers contornam os três fatores básicos de autenticação e organizações buscam monitorar comportamentos para identificar impostores

Compartilhar:

O que você sabe, o que você tem e o que você é, os três fatores clássicos de autenticação, ainda não são suficientes, mesmo que conjugados, para mitigar o roubo de credenciais. O Relatório de Previsões de Cibersegurança da Forcepoint para 2019 lembra que os golpes por phishing, junto ao uso de senhas fracas, continua a atingir com sucesso milhões de usuários. O segundo fator de autenticação normalmente usa o celular e, além do furto ao aparelho, a emulação ou portabilidade do número já são etapas comuns em alguns ataques direcionados. O estudo revela que a autenticação biométrica também tem suas fragilidades.

 

O relatório menciona que, em 2016, especialistas em segurança e computação gráfica da Universidade da Carolina do Norte derrotaram sistemas de reconhecimento facial usando fotos digitais disponíveis publicamente em mídias sociais e sites de busca, em conjunto com tecnologia móvel de realidade virtual. Em 2017, pesquisadores da Tandon School of Engineering da New York University (NYU) conseguiram emular as impressões digitais de qualquer pessoa usando “impressões digitais mestre” editáveis.

 

Apesar das advertências, o estudo reconhece o fortalecimento da postura de segurança que veio com as soluções de autenticação biométrica. “A biometria é excelente para agregar confiabilidade à autenticação. Mas não basta; é preciso ver como a pessoa lida com os dados”, pondera Nico Fishbach, diretor global de tecnologia da Forcepoint.

 

Como mitigar o risco do irmão gêmeo ou do “controle mental”

É improvável que o cibercrime consiga recrutar gêmeos idênticos para burlar verificações biométricas, e mais ainda que encontre mutantes capazes de mudar de forma ou controlar mentes. A parte verossímil nos clichês da ficção é o momento em que o impostor se revela por alguma atitude atípica, que pode ser uma expressão ou um simples gesto, como a forma de segurar a caneta.

 

Ao mesmo tempo em que a indústria fortalece suas soluções de biometria, as organizações não restringirão a proteção de transações e dados críticos à autenticação. Mesmo que o usuário apresente as mais fortes evidências de que é quem diz ser, se olha o que ele faz. Monitorar as interações das pessoas com transações e dados críticos é fundamental para interceptar golpes relacionados tanto a roubo de identidade quanto usuários comprometidos ou maliciosos. Os mecanismos para barrar impostores incluem esses controles em alto nível e também indicadores mais sutis, como características psicomotoras (o ritmo de digitar, o jeito de usar o mouse ou o smartphone, etc.).

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

TIVIT adota detecção de injeção biométrica para barrar deepfakes e fraudes ocultas em bancos

Tecnologia revela tentativas de ataques com IA que eram aprovadas como acessos legítimos pelos sistemas tradicionais de autenticação
Security Report | Overview

Ataques de ransomware no Brasil sobem pelo 3º mês e país se consolida no Top 6 mundial

Agosto registra pico global de 1.212 ciberataques corporativos nos últimos 12 meses, impulsionado pela expansão de ofensivas contra os setores...
Security Report | Overview

Falha no ChatGPT permitia que atacantes acessassem dados corporativos no Gmail

Pesquisadores da Check Point Research descobrem canal oculto no ambiente da OpenAI que permitia extrair dados de serviços conectados como...
Security Report | Overview

Phantom Deal: golpe de M&A falso teve como alvo Avast e outras empresas da Fortune 500

Engenharia social sofisticada simulou aquisição confidencial de mais de 600 mil euros utilizando personificação de executivos e NDAs falsificados no...