Liderança, visão estratégica e diálogo com negócio serão essenciais ao CISO em 2026

Executivos participaram de Painel de Debates sobre o futuro da categoria e destacam que vivência prática, diálogo constante com a operação e compreensão das dimensões sociais e econômicas do risco serão diferenciais para a liderança em Segurança nos próximos anos

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Quais transformações de carreira aguardam os CISOs em 2026? Na visão dos painelistas participantes do Painel de Debates do Security Leaders Nacional sobre o tema, o futuro da categoria tende a favorecer profissionais menos técnicos e mais estratégicos, baseados no relacionamento com colegas de trabalho e com a empresa para atingir sucessos corporativos realmente contabilizáveis.

 

Essa visão foi ressaltada durante a discussão pela CISO da Leroy Merlin Brasil e curadora da discussão, Fabiana Tanaka. De acordo com a executiva, a Segurança da Informação precisa refletir processos e ameaças reais ao negócio, o que apenas pode ser alcançado a partir do contato direto com as atividades do business e com canais abertos de comunicação com a força de trabalho.

 

“É preciso realmente vestir o uniforme de lojista e ir até a loja física, exercendo as tarefas locais e fazendo as vendas. Não há nada melhor para conhecer a alma do negócio do que ver como os processos se iniciam lá na ponta e nada melhor do que estar presente, contar com o poder de presença descobrir formas de realizar a conscientização ali mesmo. Isso também gera oportunidades para conhecer melhor os processos falhos e os gaps de Segurança”, disse ela.

 

O Diretor Executivo e CISO da Claro Brasil, Denis Nesi, aprovou a estratégia presencial da colega, reafirmando também como esse método é essencial para reforçar a mudança de linguagem dos profissionais para algo mais estratégico e alinhado aos interesses da companhia. Para Nesi, isso justifica a estratégia de diversos times em buscar proficiências além das capacidades tecnológicas, mas também gerenciais e interpessoais.

 

Nesi também descreveu como estruturou um modelo operativo baseado em comunicação intensa, ou “overcommunication”, dailies com líderes e quebra de hierarquia, priorizando transparência e conexão humana. Para ele, resiliência e capacidade de “tomar pancada” fazem parte da realidade do CISO e exigem maturidade emocional e foco em fatos e dados.

 

Essas capacitações também podem ser essenciais para evidenciar o papel social que a empresa cumpre ao fazer o seu trabalho, conforme explica o Superintendente de Cyber Segurança e Prevenção à Fraudes da Unicred, Marcos Donner. “Nosso time precisa sempre entender a dimensão do quanto a Segurança e a prevenção a fraudes viabiliza um negócio que, se não estiver ativo da melhor forma, pode impactar diretamente a vida do cliente”.

 

Além disso, essa transformação nos times também exige que o próprio CISO transforme e especialize sua forma de se comunicar com públicos e gerações diversas. Donner aponta que o Líder precisa expandir sua atuação para entender dimensões econômicas, sociais, tecnológicas e regulatórias que influenciam a agenda de Cyber. “Nosso trabalho vai além da tela, entendendo o mundo e mostrando aos outros como ele funciona”, concluiu o executivo.

 

Acompanhe na íntegra o Painel de Debates “O CISO em 2026 – Liderança, Legado e o Novo Lugar da Segurança” pelo canal da TVSecurity no YouTube ou pelo link abaixo:

 

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