Governança, risco e compliance: SI já é parte do plano de conformidade corporativa?

Qualquer falha explorável que possa comprometer a segurança de um sistema é motivo de preocupação, incluindo vulnerabilidades 'zero-day', que são falhas desconhecidas até serem identificadas ou exploradas por agentes mal-intencionados. Por isso, as estratégias de GRC precisam contar mais com a posição da Segurança Cibernética

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Em um mundo cada vez mais interconectado, a segurança da informação tornou-se uma prioridade para as empresas que buscam proteger seus dados e garantir sua continuidade operacional. A frequente descoberta de falhas de Segurança e vulnerabilidades em softwares e hardwares pode resultar em prejuízos financeiros e de reputação devastadores.

 

Estudos indicam que, para cada 1.000 linhas de código, podem ser introduzidos de 1 a 25 bugs, variando conforme a complexidade do sistema e o nível de maturidade das práticas de desenvolvimento. Qualquer falha explorável que possa comprometer a segurança de um sistema é motivo de preocupação, incluindo vulnerabilidades ‘zero-day’, que são falhas desconhecidas até serem identificadas ou exploradas por agentes mal-intencionados.

 

“No atual cenário de ameaças cibernéticas cada vez mais complexas, a abordagem GRC (Governança, Risco e Compliance) se tornou um pilar fundamental para proteger a segurança e a continuidade das operações empresariais”, explica Marcelo Mantovani, Gerente de GRC da ISH Tecnologia. “Ao integrar práticas de governança corporativa, gestão de riscos e conformidade regulatória, o GRC permite às empresas tomarem decisões informadas, antecipar riscos e garantir a conformidade de maneira estratégica e eficaz, fortalecendo a resiliência organizacional”.

 

Na sigla, Governança se refere à estrutura de políticas e procedimentos que alinham a empresa com os regulamentos e melhores práticas. Riscos envolve a identificação, avaliação e mitigação de riscos potenciais que possam afetar a empresa. Compliance, por sua vez, assegura que a organização cumpre todas as leis, regulamentos e normas aplicáveis ao setor.

 

“Mais do que evitar multas regulatórias, trata-se de uma abordagem holística que pode significar a diferença entre a contenção eficaz de danos em um ataque cibernético ou lidar com consequências catastróficas”, enfatiza Mantovani. ‘Uma governança forte, aliada a uma compreensão clara dos riscos e à adesão a conformidades legais, possibilita às empresas uma visão crítica sobre como operar com segurança e eficácia.

 

O especialista explica que empresas investem em ferramentas para gerenciar vulnerabilidades geradas por terceiros e lidar com vetores de ataque externos, como aqueles oriundos de fornecedores, parceiros ou software de terceiros. No entanto, muitas ainda negligenciam as ameaças que podem ser criadas durante seu próprio ciclo de desenvolvimento. “Esse desalinhamento, se não for monitorado por uma equipe especializada, pode gerar lacunas críticas na segurança, aumentando a exposição dos sistemas internos a riscos evitáveis durante o ciclo de desenvolvimento.”

 

Para que os princípios de GRC (Governança, Risco e Compliance) façam parte da cultura organizacional, os executivos devem tratar a segurança da informação como um fator estratégico essencial que orienta a tomada de decisões de negócios. A adoção das três linhas de defesa – com as áreas operacionais focadas na identificação e mitigação de riscos, a função de GRC no papel de supervisão e monitoramento desses riscos e a auditoria interna na avaliação da eficácia dos controles – estabelece uma estrutura robusta e eficaz de gerenciamento de riscos. Gerenciar riscos, reconhecendo que ataques cibernéticos são inevitáveis, é fundamental para assegurar a resiliência e a continuidade das operações em um cenário de ameaças cada vez mais complexo e desafiador, conclui Mantovani.

 

Ao adotar essa abordagem, as empresas não apenas protegem suas operações, mas também constroem capital de segurança para a marca, reforçando a confiança de clientes, parceiros e investidores em sua capacidade de lidar com ameaças cibernéticas e garantir a integridade de seus dados e operações.

 

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