Feliz 2026!

Em um início de ano marcado por metas e expectativas, o colunista e Especialista em Segurança da Informação, Rui Borges, propõe uma reflexão mais profunda sobre propósito, escolhas profissionais e o papel do autoconhecimento na condução da própria trajetória

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*Por Rui Borges

 

Começamos o ano fazendo planos, traçando metas e até renovando objetivos que, por alguma razão, não foram possíveis de se concluir no “ano velho”. Começar a praticar uma atividade física, comer melhor, emagrecer, mudar de emprego, mudar de casa, viajar, um novo amor, são alguns dos itens que lideram as listas de metas e objetivos para o “ano novo”.  No entanto, raramente fazemos a pergunta que realmente importa: O que você quer de verdade?

 

É uma pergunta difícil e normalmente as pessoas têm o impulso de respondê-la conectando a algum tipo de lazer, como: viajar o mundo todo, comprar uma casa, viver na praia, ir ao show do seu cantor favorito onde quer que seja…

 

Quando retiramos o dinheiro da equação, também retiramos as justificativas automáticas que usamos para permanecer no piloto automático. Essas são fantasias de descanso, não de propósito.

 

Portanto, e se o dinheiro deixasse de ser uma variável?

 

Se você não precisasse trabalhar por dinheiro, continuaria fazendo o que faz hoje?

 

Que carreira você seguiria ou o que você faria se não precisasse de dinheiro?

 

Por incrível que pareça, a grande maioria das pessoas tem uma enorme dificuldade em responder tais perguntas. E, no fundo, a pergunta mais importante é: O que você faria todos os dias, continuamente, se não precisasse se preocupar com dinheiro?

 

O ponto aqui é muito mais difícil e profundo, é uma questão de AUTOCONHECIMENTO. É saber de verdade quem somos, se conseguimos identificar nossos valores, crenças, emoções, forças e fraquezas, entender nossos padrões de pensamento e comportamento. É saber claramente o que queremos fazer da nossa vida e se conscientemente estamos indo nessa direção. É ser o piloto da própria vida, pois sem isso você corre o risco de ser apenas passageiro da sua própria trajetória. A direção da nossa vida continua sendo uma escolha nossa.

 

Autoconhecimento é direção.

 

Escolhemos nossa profissão cedo demais e, muitas vezes, por motivos que nada têm a ver com nossos desejos, habilidades ou preferências, mas sim por pressão social, estabilidade financeira, expectativas familiares ou para alcançar o tal sucesso.

Nenhuma escolha precisa ser para sempre, em todas as idades é possível mudar e recomeçar, vemos diariamente histórias de recomeços, transições de carreira e reinvenções completas. Isso não ocorre apenas porque o mercado muda rápido, mas porque as pessoas mudam. E tudo bem mudar.

 

O começo de um novo ano é sempre uma excelente oportunidade de refletir, chegar a novas conclusões e até mudar a direção ou ajustar a rota.

 

Apesar de difícil é possível encontrar aquele trabalho dos sonhos, onde a sua atuação te proporciona tanto prazer, que você não percebe o tempo passar, fica completamente absorvido por aquela atividade, além de vibrar e comemorar cada conquista, descoberta e avanço e ainda ser remunerado de forma adequada.

 

Esse caminho começa de dentro, não de fora, mas, precisamos nos conhecer.

 

Quem é você? O que te faz feliz? O que você faria se não precisasse se preocupar com dinheiro?

 

Pirâmide de Maslow. A pirâmide de Maslow explica que as necessidades humanas são organizadas em níveis, começando pelas básicas (como comida, moradia, segurança e outras) até chegar à realização pessoal. Só buscamos necessidades superiores depois de satisfazer as mais fundamentais, ou seja, para esse tipo de reflexão precisamos ter as necessidades básicas preenchidas.

 

“Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates

 

*Rui Borges é especialista em Segurança Cibernética com mais de 30 anos de atuação em empresas globais na área de Cyber Segurança e Tecnologia da Informação. Nos últimos 15 anos, vem estudando sobre o comportamento humano, neurociências e mindfulness.

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