Falta de padrões globais é principal desafio para Segurança embarcada em IoT

Na visão de Ichiro Chujo, CEO da GlobalSign, é preciso criar um ambiente seguro para que a Internet das Coisas possa avançar mais nas diferentes frentes de negócios, dando aos cibercriminosos menos oportunidades para invadir os dispositivos

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Hoje, existem aproximadamente 7.74 bilhões de aparelhos conectados à Internet das Coisas (IoT) mundialmente e a previsão é que esse número chegue a 29 bilhões em 2030. Por mais que seja um arsenal de possibilidades para os negócios, é preciso também criar mecanismos para uma Segurança embarcada na interconectividade entre os dispositivos.

 

De acordo com Ichiro Chujo, CEO da GlobalSign, ainda não existe um padrão simplificado e aceito mundialmente para conectar os devices com Segurança. Ele ressalta que é preciso criar um ambiente seguro para que a IoT possa avançar mais nas diferentes frentes de negócios, dando aos cibercriminosos menos oportunidades para invadir os dispositivos.

 

“Não podemos afirmar que, sem um padrão global os ataques irão aumentar dentro do universo da IoT, até porque, existem algumas áreas que atuam com essas tecnologias e seguem padrões específicos de Segurança, como Manufatura, por exemplo. Mas certamente os direcionamentos globais de melhores práticas trarão mais robustez para todo ecossistema”, diz o executivo em entrevista à Security Report.

 

A GlobalSing anunciou no final de novembro passado que se associou à Connectivity Standards Alliance como um Adopter Member. Com esse esforço, a companhia vai possibilitar que membros como Fabricantes de Equipamento Original (OEM), como Amazon, Apple, Google e Samsung, aprimorem a segurança de seus dispositivos através da implementação de certificados que utilizam a Infraestrutura de Chaves Públicas (PKI), uma tecnologia reconhecida por ser ideal para garantir a proteção da IoT.

 

O objetivo da padronização é garantir os processos de Segurança da Informação já embarcados em uma estratégia de Internet das Coisas. Mesmo com realidades diferentes nos principais setores em que a tecnologia tem mais aderência, como Saúde, Agronegócio e Indústria, os padrões são grandes aliados dos processos e framworks de Segurança com o intuito de reduzir as vulnerabilidades em endpoints e sensores.

 

“Já evoluímos muito na construção desse padrão. Mas como os mercados estão cada vez mais abertos, interconectados, híbridos e com acessos de diferentes formas, é importante dar esse passo em direção à maturidade na proteção dos recursos tecnológicos, especialmente os dispositivos”, completa o CEO.

 

Expansão

 

O executivo esteve no Brasil para uma série de reuniões com clientes da GlobalSing, que acaba de comemorar um ano de atuação em solo brasileiro. Durante o período, a empresa, que se tornou a primeira Autoridade Certificadora a abrir uma unidade de serviços no Brasil, apresentou um crescimento significativo em seu faturamento no mercado nacional.

 

De acordo com, Lila Kee, Gerente Geral da GlobalSign para as Américas e uma das mulheres mais influentes do mercado de tecnologia norte-americano, o Brasil é um dos países mais estratégicos da região, com expectativas de crescimento para o próximo ano. “Estamos vivendo um momento interessante, pois é um cenário de retomada pós-pandemia. As empresas estão se adaptando ao sistema híbrido de acesso aos ambientes, o que exige cuidados redobrados de Segurança, especialmente quando falamos de identidades”, diz.

 

A oferta de serviços e suporte aos clientes em português foi um dos diferenciais da operação brasileira. Isso permitiu à companhia a conquista de 2400 novos clientes no último ano. A estimativa futura é que a GlobalSign aumente seu portfólio de serviços no Brasil. “Como a principal economia latinoamericana, o Brasil é vital para cumprir os objetivos de expansão territorial. Vemos que nossa presença no país impacta positivamente toda a região, tanto para alianças, como para retenção de talentos e eficiência operacional”, disse Lila Kee.

 

A complexidade na proteção dos acessos foi outro ponto destacado pela executiva. Para ela, é preciso que as empresas em todo mundo desenvolvam uma cultura de Segurança Cibernética pautada em acesso. “Faz parte da nossa missão como empresa disseminar essa mensagem junto aos clientes. Além disso, o CISO tem papel fundamental nesta equação. Esse profissional alinhado ao board terá condições de criar mecanismos robustos para proteger identidades e evoluir nessa jornada de cultura de SI. Até porque, Segurança é sobre login e comportamento”, finaliza a executiva.

 

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