Executivos estão comprometidos com negócios digitais, mas segurança preocupa

Estudo revela que C-Levels enxergam a nuvem como facilitador, mas 88% dos entrevistados citam a segurança dos dados neste ambiente como prioridade para a competitividade no mundo virtual

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Pesquisa mostra forte compromisso entre os executivos para adotar um modelo de negócio digital, com a nuvem como o principal facilitador. No entanto, o estudo, realizado pela IDG Research para a Unisys, também revela que as preocupações com segurança e a execução fraca complicam a capacidade das organizações em cumprir com esse compromisso.

 

O levantamento entrevistou 175 executivos de negócios e TI nos Estados Unidos e na Europa sobre as iniciativas que suas organizações estão realizando para capitalizar a convergência de redes sociais, nuvem, mobilidade, análise de dados, internet das coisas (IoT) e segurança para liderar novos modelos de negócios e envolver, capacitar e oferecer suporte à mão de obra e a uma base de clientes cada vez maior familiarizada com tecnologia.

 

Quase três quartos (72%) dos entrevistados concordaram que é essencial ou muito importante para uma organização modificar seus processos de TI e seus recursos para oferecer suporte a um modelo de negócio digital. Isso representa um aumento de 7 pontos percentuais (antes com 65%) da resposta a uma pergunta similar em um estudo realizado em outubro de 2015.

 

O valor da nuvem

 

Os entrevistados claramente percebem o valor da nuvem como o elemento decisivo em uma infraestrutura de TI que possibilita negócios digitais: eles relatam que mais da metade (55%) dos aplicativos das suas organizações já estão implementados em um ambiente de nuvem.

 

Além disso, os entrevistados indicaram que suas organizações estão vendo resultados positivos da nuvem primária e iniciativas digitais, com melhorias ao longo dos últimos 12 meses em várias áreas, incluindo segurança dos dados (56%), experiência do usuário com aplicativos e serviços (44%), eficiência de TI (42%) e desempenho/disponibilidade da infraestrutura (41%).

 

No entanto, os executivos mostram maior receio em relação à capacidade da sua organização de construir rapidamente um sucesso inicial. Por exemplo, menos de 1 em cada 5 (15%) dos entrevistados indicam que suas organizações têm atualmente os atributos “extremamente flexíveis/ágeis” necessários para implementar um modelo digital que permita capitalizar totalmente as futuras oportunidades de negócios.

 

Esses recursos não muito robustos podem representar um desafio em áreas que os entrevistados veem como prioridades nos próximos 12 meses. Por exemplo, 88% citam a segurança dos dados na nuvem como prioridade para a competitividade no mundo digital, enquanto apenas 32% citam progressos significativos, criando uma lacuna de 56 pontos percentuais entre a aspiração e a execução.

 

Da mesma forma, menos de um terço dos entrevistados relatam progressos significativos em outras áreas principais para negócios digitais, desde a criação de ambientes de TI escalonáveis/previsíveis (24%) até obter um alto nível de visibilidade para ambientes de TI (32%). Estas deficiências podem frear o progresso em um momento em que ele deve ser acelerado.

 

Dados complementares

 

O estudo mostra que os entrevistados que consideram suas organizações extremamente flexíveis e ágeis, e mais agressivas em adotar a nuvem, relatam com mais frequência benefícios no uso de aplicativos em nuvem do que o número total de entrevistados.

 

Quase três quintos (59%) dos entrevistados que identificam suas organizações como extremamente ágeis dizem ter visto melhoria na segurança de dados (em relação a 56% daqueles que não ágeis), enquanto que 56% do mesmo grupo dizem que estão vendo melhoria na velocidade de tomada de decisões de negócios.

 

Em contrapartida, apenas 18% das pessoas que identificaram suas organizações como menos ágeis viram melhoria na velocidade de tomada de decisões. Há também uma grande disparidade entre os que relataram experiência de usuário aprimorada com aplicativos e serviços. Mais da metade (52%) do grupo extremamente ágil relata esse benefício, enquanto apenas 38% do grupo menos ágil pode dizer o mesmo.

 

Os entrevistados em organizações extremamente ágeis também são mais propensos a relatar uma melhor experiência do cliente através da integração da infraestrutura e aplicativos com a Internet das coisas (IoT).

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