A aceleração do ensino online e híbrido colocou o setor educacional no centro do mapa de riscos cibernéticos. Plataformas de aula, sistemas acadêmicos e ferramentas de gestão concentram hoje grandes volumes de dados sensíveis, atraindo ataques que crescem de forma expressiva no Brasil.
O ambiente escolar, antes fora do radar dos cibercriminosos, agora enfrenta ameaças reais como ransomware e vazamento de informações. Esses incidentes comprometem a segurança de alunos e professores, impactando a continuidade do aprendizado e a reputação das instituições.
Segundo Thiago Tanaka, diretor de Cibersegurança da TIVIT, as instituições tornaram-se alvos frequentes por armazenarem dados de alto valor, incluindo informações de menores, sem possuírem, muitas vezes, a infraestrutura de proteção adequada.
“Cibersegurança nas escolas não é apenas sobre tecnologia, é sobre confiança”, afirma Tanaka. “Trata-se da privacidade de crianças e da integridade do processo pedagógico. A instituição que oferece ensino híbrido precisa disponibilizar também um ambiente seguro para que os alunos aprendam com tranquilidade.”
Além dos riscos técnicos, as instituições educacionais precisam observar as exigências legais impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados, que estabelece regras específicas para o tratamento de dados pessoais de menores de idade. Falhas podem resultar em sanções administrativas e prejuízos operacionais, reforçando a necessidade de educação digital para toda a comunidade acadêmica.
Jefferson Souza, Gerente de Segurança da Informação da TIVIT, reforça que proteger sistemas em nuvem e dispositivos pessoais (Bring Your Own Device – BYOD) é essencial para a credibilidade institucional. O especialista aponta três estratégias fundamentais para fortalecer a defesa digital:
- Criptografia de dados: Protege informações em trânsito e em repouso, impedindo o acesso não autorizado a registros financeiros e pedagógicos, inclusive em backups e nuvem.
- Atualizações e correções: A aplicação contínua de patches e testes de vulnerabilidade evitam que criminosos explorem falhas conhecidas em softwares e aplicativos educacionais.
- Controle de acesso e autenticação: O uso de autenticação multifator (MFA) e do princípio do menor privilégio reduz drasticamente as chances de invasões em ambientes com alta rotatividade de usuários.
Tanaka reforça que o futuro da cibersegurança na educação segura depende da conscientização de gestores e docentes. “À medida que o ensino se torna mais conectado, a proteção de dados deixa de ser apenas técnica e passa a ser um dos pilares para uma educação confiável e sustentável”, finaliza o especialista.