O Security Leaders segue para a segunda parada do roadmap de Congressos regionais de 2026 com a edição do evento no Rio de Janeiro, nessa quarta-feira, dia 1º de abril, no hotel Prodigy Santos Dumont by Wish. O encontro na Cidade Maravilhosa inicia um percurso que cruzará outras oito capitais brasileiras, culminando no Security Leaders Nacional, marcado para outubro, em São Paulo.
A agenda do SL Rio busca destacar diversos dos temas mais importantes para o setor de Cibersegurança brasileiro e mundial nesse início de ano, tanto para a iniciativa privada quanto para o poder público. Nesse sentido, o evento terá o Keynote de abertura “Cibersegurança como impulsionadora do negócio”, com o objetivo de trazer uma visão direcionada sobre como a Segurança deixou de ser um suporte técnico para se tornar a garantia de sustentabilidade das organizações no futuro.
A apresentação será conduzida pelo Superintendente de Tecnologia da Icatu Seguros, Renan Huguenin, que reforçará meios estratégicos de tornar a Cibersegurança uma área insubstituível do funcionamento corporativo, pois, em um cenário de ameaças sistêmicas, a resiliência operacional tornou-se o maior diferencial competitivo de uma marca.
O SL Rio reforçará que o sucesso da área depende da capacidade de construir relações transsetoriais e garantir que a responsabilidade pela segurança seja, de fato, compartilhada por toda a diretoria. A agenda carioca também dará voz ao conselho dos veteranos sobre o papel humano e estratégico do líder de SI, que deve atuar como um conselheiro e não como o único “dono” do risco.
Essa maturidade estratégica do CISO segue como um dos grandes desafios do setor, em especial, no desenvolvimento de melhor relacionamento com alta gestão, com vistas a conqusitar mais espaço no planejamento corporativo. No painel “CISOs Unchained III”, da RSA Conference deste ano, líderes reformados de grandes companhias reforçaram que a construção de um legado de proteção não é um projeto de curto prazo, mas uma jornada que ultrapassa uma década de liderança.
Outro pilar explorado foi a transição da “opinião técnica” para a “transparência baseada em dados”. Isso significa, segundo os painelistas, abandonar a linguagem excessivamente especializada em favor de conversas sobre o impacto econômico da resiliência. Isso permite apresentar a Segurança sob a ótica de trilhões de dólares movimentados globalmente, o que gera mais impacto para o Conselho do que relatar vulnerabilidades isoladas, que não traduzem o risco real ao faturamento.
Como sintetizou Charles Blauner, ex-CISO do JP Morgan, Deutsche Bank e Citigroup ,“ninguém deveria permitir que um CISO tome uma decisão de risco, assim como não permitimos que um advogado tome uma decisão legal. Devemos dar conselhos e permitir que o líder de negócio tome a decisão de negócio”.
O Security Leaders Rio de Janeiro reunirá Líderes, CISOs, especialistas e parceiros para conectar mentes estratégicas, compartilhar visões inovadoras e impulsionar a evolução do ecossistema digital brasileiro. A programação conta ainda com Estudos de Caso e Palestras, além de um amplo espaço de networking com os mais importantes executivos de Segurança da Informação do país. O evento está com inscrições abertas e gratuitas aos usuários de tecnologia por este link.