DNS malicioso é usado para roubar dados dos voluntários na Venezuela

Golpe foi descoberto quando os pesquisadores da Kaspersky Lab perceberam que os dois sites estavam direcionando o usuário para o mesmo endereço IP malicioso

Compartilhar:

Os pesquisadores da Kaspersky Lab alertam que cibercriminosos estão usando uma técnica que manipula o endereço do servidor DNS para roubar dados de quem se inscreve no movimento “Voluntários para a Venezuela”. A iniciativa, que já conta com milhares de pessoas cadastradas de acordo com a imprensa local, é resultado da convocação pública que o senhor Juan Guaidó, atual presidente interino da Assembleia Nacional da Venezuela, fez em 10 de fevereiro, solicitando voluntários para contribuírem na ajuda humanitária ao país.

 

A campanha é legítima e funciona da seguinte maneira: os voluntários se registram em um site e depois recebem instruções sobre como ajudar. O site original pede que os voluntários forneçam seu nome completo, identificação pessoal, número de telefone celular e se possuem algum certificado médico, um carro ou um smartphone, além de solicitar também a localização de onde eles moram.

 

Este site apareceu online em 6 de fevereiro deste ano. Apenas alguns dias depois, em 11 de fevereiro, um dia após o anúncio público da iniciativa, outro site quase idêntico apareceu com um nome de domínio e uma estrutura muito parecidos. Na verdade, o site falso é o reflexo do site original, voluntariosxvenezuela.com. Tanto o site original quanto o site falso usam SSL do Let’s Encrypt, mas as diferenças são as seguintes:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A descoberta do golpe aconteceu quando os pesquisadores perceberam que os dois domínios distintos e com proprietários diferentes estão direcionando o tráfego dentro da Venezuela para o mesmo endereço IP, pertencente ao proprietário do domínio falso. Isso significa que não importa se um voluntário abre a página oficial ou a falso, pois de qualquer maneira colocará suas informações pessoais em um site fraudulento e estará correndo risco.

 

Caso o acesso seja realizado de fora da Venezuela, o site oficial direciona o tráfego para um endereço diferente. Neste cenário, em que os servidores DNS são manipulados, a Kaspersky Lab recomenda enfaticamente o uso de servidores DNS públicos, como os servidores do Google (8.8.8.8 e 8.8.4.4) ou os servidores do CloudFlare e do APNIC (1.1.1.1 e 1.0.0.1). Além disso, recomenda-se utilizar conexões VPN sem um DNS de terceiros.

 

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

64% das violações com IA no Brasil envolvem dados sensíveis de clientes e empresas

Apesar do avanço no uso de soluções de IA generativa gerenciadas pelas organizações, que subiu de 29% para 70%, 52%...
Security Report | Overview

Estudo detecta nova brecha que expõe sistemas Linux a risco de invasão ampla

Falha crítica permite que usuários comuns obtenham acesso de administrador; exploit público já circula e afeta distribuições populares
Security Report | Overview

Cibersegurança é prioridade estratégica nas empresas brasileiras, aponta Datafolha

Pesquisa encomendada pela Mastercard revela salto na maturidade corporativa: 75% das empresas já possuem área dedicada à cibersegurança e 53%...
Security Report | Overview

Novo CISO: de “técnico da informática” à peça-chave no Conselho das empresas

Risco cibernético passa a ser tratado como risco de negócio e transforma o executivo de segurança em peça-chave da governança...