O Brasil consolidou sua posição entre as maiores potências do comércio eletrônico mundial. Segundo a 10ª edição do relatório “The Future Shopper”, da VML, o consumidor brasileiro já realiza 58% de seus gastos via plataformas digitais. O índice coloca o país em segundo lugar no ranking global, atrás apenas da China (59%) e bem acima da média mundial (51%). Contudo, a busca por promoções em múltiplos canais gera grandes oportunidades para o varejo, mas também um terreno fértil para fraudadores.
À medida que o digital se torna o principal canal de consumo, os golpes se sofisticam, variando de falsas promoções ao roubo de contas e de identidade. De acordo com Rafael Garcia, especialista em fraude e Partner Success Advisor da FICO, o grande desafio de varejistas e instituições financeiras não é apenas bloquear a fraude, mas fazer isso de forma inteligente e invisível, protegendo a empresa sem impactar a jornada do cliente legítimo.
“Com o consumidor cada vez mais pragmático, apressado e exigente, qualquer atrito na hora do pagamento pode resultar no abandono do carrinho e na perda da venda. A análise de fraudes hoje precisa ir muito além da checagem tradicional, deve incorporar inteligência artificial para avaliar o comportamento do usuário, o dispositivo utilizado e o contexto da transação em milissegundos. Identificar anomalias em tempo real é o que permite barrar o criminoso enquanto o bom cliente conclui sua compra sem interrupções”, explica Garcia.
O executivo ressalta que, ao utilizar modelos preditivos e inteligência analítica avançada, as empresas conseguem diferenciar com precisão um consumidor real de um fraudador tentando utilizar dados roubados. Essa abordagem baseada em dados não apenas protege o ecossistema financeiro, mas também preserva a confiança e a reputação das marcas em um ambiente onde o cliente valoriza cada vez mais a segurança.