A Microsoft lançou o relatório Cyber Pulse, apresentando insights sobre como a rápida ascensão dos agentes de Inteligência Artificial está redefinindo os riscos de cibersegurança. O estudo revela que mais de 80% das empresas da Fortune 500 já possuem agentes de IA ativos em funções críticas — como vendas, finanças, segurança e atendimento ao cliente. Muitos desses assistentes são criados pelos próprios colaboradores por meio de ferramentas low-code/no-code.
Apesar do avanço na inovação, o relatório aponta um ponto de atenção crítico: a falta de governança. Muitas organizações ainda desconhecem o inventário total de seus agentes, quem são seus responsáveis ou o nível de dados aos quais eles têm acesso. O cenário é agravado pelo dado de que 29% dos profissionais já utilizaram agentes de IA não autorizados no ambiente de trabalho, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em setores altamente regulados.
O Cyber Pulse reforça a premissa de que não é possível proteger o que não se enxerga. Diante disso, a Microsoft defende a aplicação dos princípios de Zero Trust também para usuários não humanos, garantindo que cada agente opere sob controles rigorosos de identidade e permissão. Ao estruturar essa visibilidade, as organizações podem transformar o desafio da governança em uma vantagem competitiva, escalando a IA de forma segura e estratégica.