O mais recente Relatório de Cibercrime da LexisNexis Risk Solutions aponta que as taxas globais de fraude subiram 8% em 2025, a análise, baseada em 116 bilhões de transações, destaca que o avanço foi impulsionado por ataques aos setores de e-commerce e apostas online. Pela primeira vez, o surgimento de “agentes”, um terceiro tipo de interação digital além de humanos e bots tradicionais, desafia as defesas das organizações.
A fraude de primeira parte (clientes fraudando empresas) segue como a principal ameaça global, representando 38,3% dos casos. Contudo, há uma disparidade regional profunda: enquanto na Europa essa modalidade supera 50%, na América Latina o cenário é dominado pela fraude por identidade sintética. Nesta região, o uso de dados combinados para criar perfis falsos de longo prazo atinge impressionantes 48,3% das ocorrências.
Globalmente, a fraude sintética cresceu oito vezes em um ano, consolidando-se como a tática que mais evolui. Por não ter uma vítima imediata para alertar o sistema, os criminosos conseguem maturar essas identidades por meses antes de cometer crimes vultosos, esse deslocamento do oportunismo para o planejamento de longo prazo torna a detecção muito mais complexa para as ferramentas tradicionais de segurança.
Outro dado alarmante é o crescimento de 450% no tráfego agêntico, ligado principalmente a logins em sites de apostas e pagamentos. Diferente de bots simples, esses agentes imitam o comportamento humano, como o movimento do cursor na tela, para enganar ferramentas de biometria comportamental, em 2025, os ataques de bots maliciosos saltaram 59%, com picos acentuados nos meses de março, abril e agosto.
“Cibercriminosos estão ampliando a automação e explorando vulnerabilidades com velocidade e precisão sem precedentes”, afirma Stephen Topliss, vice-presidente de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions. Segundo ele, os invasores dependem cada vez mais de ferramentas impulsionadas por IA para simular ações humanas legítimas, o que exige que as empresas consigam distinguir com confiança entre humanos, bots e agentes.
Regionalmente, a Europa (EMEA) registrou um aumento de 27% nos ataques, focados em invasão de contaa, já na América Latina, a expansão dos mercados regulados de jogos online e serviços digitais acelerou a exposição a riscos. Topliss conclui que o sucesso na nova economia digital dependerá da colaboração entre organizações e do compartilhamento de inteligência para identificar a real intenção por trás de cada interação automatizada.