Após ameaça de ataque cibernético, Universidade Estadual de Ponta Grossa monitora sistemas

Em nota, o Núcleo de Tecnologia da Informação da UEPG explicou que atuou preventivamente para manter as páginas no ar. Segundo grupo de ativistas, a motivação da ameaça seria criar uma pressão para que as instituições-alvo adotem medidas efetivas contra o assédio sexual

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A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), informou que monitora uma ameaça de ataque cibernético em seus sistemas e sites. Segundo comunicado, o Núcleo de Tecnologia da Informação da UEPG atuou preventivamente, na manhã da última quinta-feira (30), para manter as páginas da Universidade no ar.

Por outro lado, em uma manifestação enviada para a imprensa, o grupo de ativistas alega que as instituições devem adotar medidas efetivas contra o assédio sexual. Nos últimos 5 anos, a universidade de Ponta Grossa apurou todas as denúncias, sendo que duas delas resultaram na punição máxima aos seus autores, ressaltando ainda, que promove campanhas institucionais contra assédios.

De acordo com o G1, em agosto, um professor foi demitido após enviar mensagens com conteúdo sexual para aluna. Pelo WhatsApp, ele fez convites sexuais e pediu que a acadêmica enviasse um “nude” dele. Segundo a procuradoria da UEPG, ele confessou ter oferecido aumentar nota de aluna em troca de favores sexuais.

A página principal da UEPG e domínios ligados a ela chegaram a apresentar instabilidade na última semana (30). Algumas delas chegaram a ficar fora do ar, como a do Restaurante Universitário (R.U.) e do Sistema Acadêmico Administrativo (Sisacad) – plataforma interna usada por funcionários, professores e alunos.

Em um determinado trecho do comunicado disponibilizado pelo g1, o grupo de ativistas comenta que o intuito é pressionar as universidades a implementarem políticas mais robustas, além de criar um ambiente seguro e acolhedor para todos os membros da comunidade acadêmica. “A falta de uma postura firme e eficaz para combater o assédio sexual não será tolerada por mais tempo”, completa.

“Portanto, deixamos claro que os olhos de nossa organização permanecerão fixos nas universidades, avaliando atentamente suas ações e reações no tocante a esse tema tão importante. A continuidade de nossas ações dependerá inteiramente das medidas que as instituições adotarem para lidar com o assédio sexual em seu ambiente acadêmico”, pontua o grupo de ativistas em outro trecho.

A Security Report disponibiliza o comunicado da UEPG na íntegra:

“A Universidade Estadual de Ponta Grossa informa que monitora a ameaça de ataque cibernético a seus sistemas e sites. O Núcleo de Tecnologia da Informação da UEPG atuou preventivamente, na manhã de quinta-feira (30), para manter as páginas da Universidade no ar.

No comunicado enviado para a imprensa, o grupo de ativistas alega que as instituições-alvo devem adotar medidas efetivas contra o assédio sexual. A UEPG, nos últimos cinco anos, apurou todas as denúncias, sendo que duas delas resultaram na punição máxima aos seus autores. Além disso, promove campanhas institucionais contra assédios e mantém canais de denúncia por meio da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), via Whatsapp (42) 3220 3237 e e-mail praeescuta@uepg.br.”

*Com informações do G1 

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