Segurança acompanha a evolução do consumidor?

Profissionais do Angeloni e Leroy Merlin avaliam o atual perfil de cliente na era digital e alertam que varejistas precisam avançar em melhores práticas envolvendo transparência, política de privacidade e proteção de dados pessoais

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Durante o Dia do Consumidor, celebrado nesta quarta-feira (15), inúmeras empresas realizam descontos de produtos, oferecem cupons, vale-presentes e promoções para fidelizar seus clientes e conquistar novos. Porém, além de agradar aos consumidores, essa é uma data ideal para que cibercriminosos aproveitem para promoverem golpes.

 

De acordo com uma pesquisa da Redbelt Security, diariamente, no Brasil, são registrados cerca de 15 domínios falsos de sites de e-commerce que são utilizados para aplicar golpes phishing. Além disso, foram identificadas ofertas de venda de layouts de páginas falsas, tanto de e-commerces quanto de instituições financeiras.

 

Neste cenário, as empresas, além de trabalharem em barreiras de defesas robustas para evitar futuras ameaças cibernéticas, essas organizações precisam também acompanhar um consumidor cada vez mais exigente, dinâmico e ágil. É o que explica Gustavo Gaidzinski CIO no Angeloni, avaliando que os consumidores estão acelerados e cada vez mais conectados no mundo digital.

 

“Vemos um perfil de usuário bem dinâmico, este é o desafio do momento. Cabe a organização se adaptar de forma ágil para que tenhamos essa sinergia com o cliente para que ele possa não se sentir desconfortável e consiga realmente realizar suas compras sem problemas, de forma tranquila e segura”, explica o executivo em LIVE promovida pelo escritório Peck Advogados na manhã desta quarta-feira (15).

 

Na visão de Tammy Parasin, Advogada na Leroy Merlin, o consumidor digital, devido aos avanços tecnológicos e todos estarem inseridos em uma sociedade da informação, os mesmos acabam tendo um rápido acesso ao conhecimento, ficando bem-informados e sabendo quais são os respectivos direitos. Para ela, essa questão envolve o imediatismo, ou seja, pessoas que não querem esperar por uma resposta demorada ou sem solução.

 

“Eles chegam com a demanda por vários canais e a empresa não deve ser apenas multicanal, mas um canal, porque o consumidor não quer repetir o que ele já reclamou por telefone, chat ou WhatsApp. Tem todo esse desafio interno em dar um retorno breve e em todos os canais. Um ponto bem positivo que observamos é que eles são abertos ao diálogo e querem resolver a questão de maneira amigável”, destaca Tammy.

 

Cenário da LGPD

 

Gaidzinski chama atenção para uma questão envolvendo a LGPD em meio ao tema. Segundo ele, é muito importante as empresas terem transparência dos dados, bem como a política de privacidade do consumidor. “O mais importante é o treinamento de colaboradores, considero algo extremamente relevante. O consentimento também é primordial, ou seja, se estão usando seu CPF ou e-mail para envios promocionais, é necessário ter a devida autorização do titular dessas informações”, completa o executivo.

 

O CIO no Angeloni afirma ainda que o varejo é um segmento que possui muitas informações. Ele acrescenta, que esses dados são considerados o novo petróleo das organizações, mas que a LGPD foi fundamental para normatizar todo esse conjunto.

 

“É essencial trabalhar esses dados com responsabilidade. Hoje é considerado o novo petróleo das organizações. É a confiança que o consumidor precisa. Em paralelo, para os parceiros fortes, rever contratos é uma boa, porque esses dados são distribuídos entre eles e em varejo temos parceiros comerciais bem grandes”, completa.

 

Em sua avaliação, nesse contexto de varejo e consumidores, a LGPD não deve ser considerada uma inimiga. “Para o varejista é um desafio e temos que ver como uma oportunidade de inovação, conquistando a confiança dos consumidores. Nós da TI na Angeloni temos esse papel cada vez mais presente nessas discussões”, finaliza Gaidzinski.

 

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