Brasil é o segundo país que mais sofre com ameaças ransomware, atrás apenas dos EUA

Estudo da Trend Micro mostra que além de representar 10,64% das ameaças ransomware globais durante o primeiro trimestre, o Brasil também teve mais de 694 milhões de ameaças de e-mail

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O relatório “Fast Facts”, da Trend Micro, que analisou o panorama mundial das ameaças cibernéticas neste primeiro trimestre, mostra que o Brasil fica em segundo lugar no ranking de países mais afetados por ransomwares, com 10,64% das ameaças globais. Há pouca diferença entre o percentual do Brasil e do primeiro colocado, os Estados Unidos, que representam 11,06%. Índia, Vietnã e Turquia também compõe o Top 5 de países com maior número de ameaças.

 

O número de ransomwares é calculado por meio da combinação de todas as ameaças de e-mail, urls e arquivos relacionados a esse tipo de ameaça. De acordo com a Trend Micro, o total global de ransomwares é de 1,8 bilhões, considerando o período de janeiro de 2016 a março de 2019.

 

 

“Tantos os ransomwares, quanto os demais tipos de golpes digitais, têm suas táticas atualizadas frequentemente pelos atacantes cibernéticos, que criam ameaças cada vez mais poderosas e sutis visando o lucro rápido. As melhores formas de prevenção são manter os sistemas de cibersegurança atualizados, fazer o backup dos dados e utilizar soluções de proteção digital em camadas”, afirma Franzvitor Fiorim, diretor técnico da Trend Micro no Brasil.

 

 

Ameaças de e-mail

 

 

Outro dado que se destaca no estudo da Trend Micro é a posição do Brasil no ranking de ameaças por e-mail – foram quase 700 milhões bloqueadas pela companhia -, colocando o país em terceiro lugar, atrás da China e dos Estados Unidos.

 

“Uma das formas mais comuns desse tipo de ataque é a utilização da engenharia social, principalmente no caso de Comprometimento de E-mail Empresarial (BEC, na sigla em inglês). Nesse tipo de golpe, a vítima é enganada por um e-mail falso e tem dificuldade de perceber a ameaça, já que se concentra em atender ao pedido urgente do ‘executivo’ da empresa em que atua. Além disso, o grau de personalização desses e-mails e a falta de links maliciosos torna o BEC mais difícil de ser detectado”, diz Fiorim.

URLs maliciosas

O relatório também aponta que, embora o Brasil esteja apenas entre os 30 com maior número de URLs maliciosas, esse tipo de ameaça ainda afeta muitos usuários. Foram 2,5 milhões de acessos, colocando o Brasil no Top 15 de vítimas de endereços bloqueados pela Trend Micro, o que significa que uma única URL maliciosa tem o potencial de atingir mais de 12 brasileiros.

Malwares detectados

Em relação a malwares, o Brasil ficou em 11 no ranking de países com maior número de ameaças detectadas. Apenas na quantidade de malwares bancários, por exemplo, o Brasil está no Top 20, tendo quase 1.600 ameaças detectadas pela empresa.

 

 

 

Apps Maliciosos

Quanto o assunto é o mobile, o Brasil também é um dos destaques globais. Dentre os mais de 1,2 milhões de apps avaliados, mais de 13 mil são maliciosos, posicionando o Brasil no Top 15 dessa categoria durante o primeiro trimestre deste ano.

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